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Atraso na Cobrança de Multas por Processo Manual GRU

15-30 dias de atraso por multa × R$ 0.50-2.00/dia × ~5 milhões de empréstimos/ano em universidades federais = R$ 3.750.000-30.000.000/ano em cash flow drag (estimativa LOGIC)

Múltiplas universidades (IFB, UFU, UFJF, UFES, IF Goiano, Unipampa) documentam processo GRU: usuário deve acessar link, imprimir guia, dirigir-se ao banco. Alguns campus requerem entrega de comprovante físico em biblioteca. Unipampa recentemente implementou Pix/Cartão como alternativa, indicando pressão por mudança. Porém, maioria ainda usa GRU exclusivamente. Débitos antigos acumulam sem automatização de cobrança.

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Recuperação Incompleta de Débitos por Falta de Automação

Estimado: 30-50% de R$ 0.50-2.00/dia × 5 milhões empréstimos/ano = R$ 1.250.000-5.000.000/ano em não-arrecadação (LOGIC evidence)

Regulação LNCC exige notificação via email e correios após atraso (Art. 40); suspensão cadastral após 30 dias. Porém, dados de universidades mostram que notificações por email são frequentemente ignoradas (usuários não acessam emails institucionais). Sem follow-up automático (SMS, Whatsapp, integração com aprendizado), débitos envelhecem. UFPR removeu multas precisamente porque constatou baixa recuperação. Pesquisa em [3] mostra 63% de universidades federais cobram multas, mas não divulgam taxa de arrecadação real.

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Sobrecusto de Sistemas de Gestão Legado em Bibliotecas

R$ 145.500/ano por instituição (documentado UFPR); extrapolado para 100+ bibliotecas federais = R$ 14.550.000+/ano em sobrecusto de sistemas legados

UFPR documentou que a troca do software Virtua (custo R$ 180 mil/ano) pelo Sophia (custo R$ 34,5 mil/ano) resultou em economia de R$ 145.5 mil anuais. Este padrão se repete em ~100+ bibliotecas universitárias federais brasileiras que ainda operam com sistemas legados. Além disso, sistemas descentralizados criam silos de dados sobre débitos e multas.

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Redução de Utilização do Serviço de Biblioteca por Sistema de Multas

Perda de utilização de acervo por 10-30% de usuários de baixa renda × valor educacional/social = R$ 5-10 milhões/ano em impacto social (não quantificado financeiramente nos registros públicos)

UFPR documenta que fim das multas era 'reivindicação antiga dos estudantes'. Análise: multas de R$ 0.90/dia por livro afastavam estudantes pobres da biblioteca. DCE (Diretório Central de Estudantes) apontou que 'penalidade em dinheiro excluía alunos que não tinham condições de pagar'. UFPR passou a aplicar suspensão por período equivalente ao dobro do atraso (em dias úteis). Primeiro semestre será avaliado; potencial retorno de multas se houver aumento de atrasos. Modelo demonstra trade-off: multas geram receita pontual mas criam fricção duradoura.

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