🇧🇷Brazil

Perda de faturamento por exames não cobertos ou fora de diretriz clínica

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Definition

A ANS, por meio do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, define a cobertura mínima obrigatória para planos de saúde, enquanto cada operadora estabelece protocolos clínicos e diretrizes de utilização adicionais para autorizar determinados exames. Na prática, muitos exames de alta complexidade exigem justificativa clínica detalhada, laudo médico, CID, informação de tratamento em curso ou autorização prévia específica. Se o laboratório apenas confere superficialmente a guia, sem checar se o exame solicitado se enquadra nas diretrizes ou se toda a documentação exigida está presente, ele assume o risco de realizar o exame e depois ter a guia glosada por “não conformidade com diretriz de utilização” ou “ausência de documentos comprobatórios”. Estudos de glosas em hospitais e clínicas apontam que falhas documentais e não cumprimento de diretrizes clínicas representam parcela relevante das glosas assistenciais e administrativas, com impacto direto em perda de receita. Em exames de maior valor unitário (imagem, genética, hormônios complexos), poucas glosas mensais já representam montante significativo.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantificado (lógico): 1%–3% do faturamento em exames de alta complexidade e especiais, via glosas definitivas por falta de comprovação de necessidade médica; em um laboratório com R$ 10 milhões/ano nessa linha de exames, isso equivale a R$ 100 mil–R$ 300 mil/ano perdidos, podendo chegar a R$ 1 milhão/ano em grandes redes.
  • Frequency: Contínua, concentrada em exames de alta complexidade, procedimentos com protocolos estritos e operadoras com política rigorosa de auditoria.
  • Root Cause: Ausência de sistema que cruze automaticamente o exame solicitado com as diretrizes de utilização da ANS e protocolos das operadoras; falta de checklist de documentação obrigatória por tipo de exame e convênio; pressão operacional para liberar rapidamente a coleta; comunicação deficiente entre médico solicitante, paciente e laboratório sobre critérios de cobertura.

Why This Matters

The Pitch: Laboratórios de diagnóstico no Brasil 🇧🇷 perdem entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão/ano em exames realizados que são considerados desnecessários ou fora de diretriz pelos planos. Orquestrar a checagem de diretrizes clínicas e documentos obrigatórios antes da coleta reduz a perda de receita e evita refação de exames.

Affected Stakeholders

Médico responsável técnico do laboratório, Gestor de faturamento, Analista de contas médicas, Auditor interno de contas, Coordenador de relacionamento com operadoras

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Glosa por falha na elegibilidade do convênio

Quantificado (lógico): 3%–10% do faturamento anual em exames conveniados em glosas, dos quais 30%–50% acabam como perda definitiva; em um laboratório com R$ 20 milhões/ano em faturamento de convênios, isso equivale a ~R$ 600 mil–R$ 2 milhões/ano em valores glosados, mais 200–400 horas/mês de equipe em recursos e reprocessos.

Atraso no recebimento por documentação incompleta e retrabalho na autorização

Quantificado (lógico): aumento de 15–30 dias no prazo médio de recebimento de convênios; para R$ 5 milhões/mês em faturamento de convênios, manter 0,5–1 mês adicional em contas a receber representa R$ 2,5–R$ 5 milhões de capital de giro imobilizado; com custo financeiro anualizado de 12%–15% a.a., o impacto é de R$ 300 mil–R$ 750 mil/ano.

Perda de pacientes e médicos por negativa de exames na recepção

Quantificado (lógico): perda de 5%–15% dos exames potenciais em unidades de grande movimento por abandono ou desvio para concorrentes; em uma unidade que poderia faturar R$ 1 milhão/mês, isso representa R$ 50 mil–R$ 150 mil/mês (R$ 600 mil–R$ 1,8 milhão/ano) em receita não realizada.

Risco de sanções por negativa indevida ou informação inadequada ao paciente

Quantificado (lógico): multas de Procon/órgãos de defesa do consumidor variando de R$ 600,00 a R$ 9.000.000,00 por prática abusiva (art. 57 do CDC); além disso, ações individuais podem gerar condenações típicas de R$ 5.000–R$ 20.000 em danos morais por paciente afetado, mais custos advocatícios; um laboratório médio com 5–10 casos/ano pode desembolsar R$ 50 mil–R$ 200 mil/ano em acordos e condenações, sem contar risco de multas maiores em casos de repercussão.

Rejeição de NF-e em Faturamento de Apelações

R$1.000+ multa por NF-e rejeitada + 20-40 horas/mês em correções manuais

Custo de Falhas de Qualidade por Falta de Calibração

R$20.000 - R$100.000/ano em retrabalho e perdas de receita por laudos inválidos

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