🇧🇷Brazil

Glosa por falha na elegibilidade do convênio

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Definition

Operadoras de planos de saúde aplicam glosas quando o atendimento é prestado a beneficiário não elegível (carência, plano cancelado, inadimplência) ou fora das regras contratuais de cobertura e autorização prévia. A checagem manual na recepção, feita em múltiplos portais de convênios, é sujeita a erro e demora, o que leva à realização de exames sem confirmação formal. Posteriormente, a conta é glosada total ou parcialmente, obrigando o laboratório a recorrer administrativamente ou tentar cobrar do paciente, alongando o ciclo financeiro e com alta taxa de perda definitiva do crédito. Em estudos e relatos de gestão hospitalar e laboratorial brasileiros, glosas assistenciais e administrativas consomem em média 3% a 10% do faturamento, sendo a ausência de comprovação de elegibilidade e autorização um dos principais motivos. A necessidade de equipe dedicada para análise e recurso de glosas aumenta o custo administrativo.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantificado (lógico): 3%–10% do faturamento anual em exames conveniados em glosas, dos quais 30%–50% acabam como perda definitiva; em um laboratório com R$ 20 milhões/ano em faturamento de convênios, isso equivale a ~R$ 600 mil–R$ 2 milhões/ano em valores glosados, mais 200–400 horas/mês de equipe em recursos e reprocessos.
  • Frequency: Recorrente mensalmente em laboratórios que atendem alto volume de convênios; especialmente crítico em grandes centros urbanos com forte participação de planos de saúde.
  • Root Cause: Processo de recepção fragmentado, sem integração em tempo real com operadoras; verificação manual de elegibilidade e carência; desconhecimento ou atualização tardia das regras contratuais; ausência de checklist padronizado e de bloqueios sistêmicos para impedir realização de exames sem confirmação de elegibilidade/autorização.

Why This Matters

The Pitch: Laboratórios de análises clínicas no Brasil 🇧🇷 perdem de 3% a 10% do faturamento com glosas ligadas a elegibilidade e autorização prévia. Automatizar a verificação de elegibilidade e regras de cobertura na recepção reduz glosas e antecipa o recebimento em dezenas de dias.

Affected Stakeholders

Gestor de faturamento de convênios, Coordenador de recepção, Analista de contas médicas, Diretor financeiro, Médico patologista responsável técnico

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Perda de faturamento por exames não cobertos ou fora de diretriz clínica

Quantificado (lógico): 1%–3% do faturamento em exames de alta complexidade e especiais, via glosas definitivas por falta de comprovação de necessidade médica; em um laboratório com R$ 10 milhões/ano nessa linha de exames, isso equivale a R$ 100 mil–R$ 300 mil/ano perdidos, podendo chegar a R$ 1 milhão/ano em grandes redes.

Atraso no recebimento por documentação incompleta e retrabalho na autorização

Quantificado (lógico): aumento de 15–30 dias no prazo médio de recebimento de convênios; para R$ 5 milhões/mês em faturamento de convênios, manter 0,5–1 mês adicional em contas a receber representa R$ 2,5–R$ 5 milhões de capital de giro imobilizado; com custo financeiro anualizado de 12%–15% a.a., o impacto é de R$ 300 mil–R$ 750 mil/ano.

Perda de pacientes e médicos por negativa de exames na recepção

Quantificado (lógico): perda de 5%–15% dos exames potenciais em unidades de grande movimento por abandono ou desvio para concorrentes; em uma unidade que poderia faturar R$ 1 milhão/mês, isso representa R$ 50 mil–R$ 150 mil/mês (R$ 600 mil–R$ 1,8 milhão/ano) em receita não realizada.

Risco de sanções por negativa indevida ou informação inadequada ao paciente

Quantificado (lógico): multas de Procon/órgãos de defesa do consumidor variando de R$ 600,00 a R$ 9.000.000,00 por prática abusiva (art. 57 do CDC); além disso, ações individuais podem gerar condenações típicas de R$ 5.000–R$ 20.000 em danos morais por paciente afetado, mais custos advocatícios; um laboratório médio com 5–10 casos/ano pode desembolsar R$ 50 mil–R$ 200 mil/ano em acordos e condenações, sem contar risco de multas maiores em casos de repercussão.

Rejeição de NF-e em Faturamento de Apelações

R$1.000+ multa por NF-e rejeitada + 20-40 horas/mês em correções manuais

Custo de Falhas de Qualidade por Falta de Calibração

R$20.000 - R$100.000/ano em retrabalho e perdas de receita por laudos inválidos

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