Perda de faturamento por transporte não emergencial sem cobertura contratual
Definition
A regulação da saúde suplementar permite que contratos de planos de saúde estabeleçam coberturas diferenciadas para transporte de pacientes, especialmente quando não há caráter de urgência ou emergência, seguindo as regras gerais de coberturas obrigatórias da Lei nº 9.656/1998 e rol de procedimentos da ANS.[Lei 9.656/1998 – lógica][ANS Rol de Procedimentos] Muitos contratos excluem transferências por conveniência, alta hospitalar com transporte especial ou translado entre unidades sem justificativa clínica robusta. Na prática, hospitais e centrais de ambulância acabam prestando o serviço sem verificar detalhadamente a cláusula de cobertura, assumindo que o plano irá pagar. Ao faturar, a operadora glosa totalmente esse serviço, alegando exclusão contratual, o que resulta em perda de 100% da receita da viagem. Em contratos com repasse fixo mensal, transportes fora da cesta contratada consomem capacidade operacional sem qualquer receita adicional.
Key Findings
- Financial Impact: Quantified: 100% de perda sobre o valor do transporte quando não há cobertura; em operações com 50–150 corridas mensais de transporte eletivo não verificado, com ticket médio de R$ 200–R$ 400, a perda potencial é de R$ 10.000–R$ 60.000/mês, especialmente em hospitais que não cobram diretamente do paciente quando o convênio nega.
- Frequency: Recorrente em hospitais gerais, clínicas de hemodiálise e home care que utilizam ambulâncias para altas, retornos e transferências de comodidade sem rotinas rígidas de elegibilidade e autorização.
- Root Cause: Ausência de motor de regras de cobertura por tipo de plano, desconhecimento das cláusulas de transporte em cada contrato, processo manual de checagem de carteira, pressão assistencial para liberar o paciente rapidamente e falta de política clara de cobrança do paciente em caso de negativa do plano.
Why This Matters
The Pitch: Empresas de ambulância no Brasil 🇧🇷 perdem entre R$ 5.000 e R$ 25.000/mês realizando transporte eletivo não coberto por convênios. Automatizar a análise de cobertura e a confirmação de quem paga (operadora, hospital ou paciente) evita a perda dessa receita.
Affected Stakeholders
Gestores de contratos de ambulância, Diretoria financeira hospitalar, Centrais de regulação de leitos e transporte, Coordenadores de enfermagem, Equipes de faturamento de convênios
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Financial Impact
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Methodology & Sources
Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.
Evidence Sources:
- https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/guia-de-planos-de-saude/informacoes-gerais/sobre-a-regulamentacao/lei-9656-1998
- https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/gestao-em-saude/rol-de-procedimentos
- https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/noticias/beneficiario/entenda-o-que-seu-plano-de-saude-e-obrigado-a-cobrir
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