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Glosas e atrasos de pagamento por falhas na autorização prévia
Quantified (lógico com base em padrões de mercado): glosas administrativas ligadas a autorização prévia em torno de 1% a 4% do faturamento hospitalar de planos de saúde (dentro de um total de 3% a 10% de glosas). Exemplo: hospital com R$ 20 milhões/mês em contas para planos pode perder R$ 200 mil a R$ 800 mil/mês em glosas relacionadas a autorização prévia, das quais ~30% (R$ 60 mil a R$ 240 mil/mês) tendem a virar perda definitiva. Além disso, cada conta glosada consome 15–30 minutos de trabalho de faturamento, podendo significar 200–400 horas/mês em hospitais de grande porte.Operadoras de planos de saúde no Brasil glosam contas hospitalares quando não encontram a autorização prévia correta (número, código de procedimento, data/validade, senha, guia TISS) ou quando o procedimento executado diverge do autorizado. Estudos e consultorias de faturamento hospitalar no Brasil relatam que as glosas administrativas podem representar de 3% a 10% do faturamento bruto, sendo autorização prévia uma das principais causas. Em média, cada conta glosada demanda reanálise e reapresentação, consumindo de 15 a 30 minutos de trabalho administrativo por conta. Em hospitais de médio porte, com faturamento mensal de R$ 20 milhões em planos de saúde e glosa de 5%, isso representa R$ 1 milhão/mês inicialmente não pago, parte do qual nunca é recuperado. Mesmo que 70% seja revertido, o hospital ainda perde cerca de R$ 300 mil/mês em caráter definitivo, além do custo de reprocessamento. Em grandes redes hospitalares brasileiras, consultorias especializadas relatam perdas anuais por glosas na casa de dezenas de milhões de reais, com a etapa de autorização (senha) responsável por parcela relevante dessas glosas logicamente estimada em 20% a 40% do total administrativo. A ausência de integração entre sistemas de autorização on‑line das operadoras, TISS e o prontuário/faturamento faz com que muitos hospitais registrem senhas manualmente, sujeitando‑se a erros de digitação, perda de anexos e divergência entre o autorizado e o lançado na conta.
Subprecificação por desconhecimento do custo real por paciente
Quantified (lógica): erosão de 3%–7% da receita anual em linhas de serviço com alta participação em convênios. Em um hospital com R$ 200 milhões/ano de receita de planos de saúde, isso representa R$ 6–R$ 14 milhões/ano em margem perdida por contratos precificados com base em custos subestimados.O Observatório Anahp 2025 evidenciou que a receita líquida real por saída hospitalar caiu cerca de 11,94% em 2024, enquanto a despesa por saída permaneceu estável, comprimindo severamente as margens.[4] Em paralelo, relatórios como o da Aon e índices como o VCMH/IESS indicam que os custos médico-hospitalares crescem a taxas próximas de 12% ao ano, pressionados por maior uso de terapias, exames, internações e medicamentos de alto custo.[1][3][5][6] Quando a preparação de relatórios de custos é falha, hospitais não capturam adequadamente o impacto desses insumos caros e da maior complexidade assistencial. O resultado são pacotes e diárias negociados com operadoras com base em custos históricos defasados. A cada internação ou procedimento realizado sob esses contratos, o hospital absorve uma perda implícita: o custo real supera o valor reembolsado, gerando vazamento de receita sistemático e invisível. Em um cenário de receita por paciente em queda e custos em alta, essa subprecificação passa a representar vários pontos percentuais de erosão de margem.
Planejamento orçamentário equivocado por relatórios de custos imprecisos
Quantified (lógica): desvios orçamentários de 2%–5% sobre uma base de custo anual de R$ 100–R$ 200 milhões em hospitais de médio a grande porte, equivalendo a R$ 2–R$ 10 milhões/ano em impacto financeiro negativo (déficit ou necessidade de ajustes de última hora). Parte relevante desse desvio decorre de relatórios de custos imprecisos usados como base para o orçamento.Estudos recentes indicam que a variação do custo médico-hospitalar (VCMH) no Brasil permanece elevada, com projeções de inflação médica em torno de 12,9% para 2025, impulsionadas pelo aumento na frequência de uso de serviços (consultas, exames, terapias, internações) e pela incorporação de medicamentos de alto custo.[1][3][5][6] Ao mesmo tempo, o Observatório Anahp mostra receita por paciente em queda com despesas estáveis, deixando margens sob forte pressão.[4] Nesse contexto, relatórios de custos imprecisos ou desatualizados – típicos de processos manuais de preparação e submissão de demonstrativos – induzem a decisões orçamentárias equivocadas, como: (i) congelamento de contratações em áreas críticas que já operam no limite de capacidade, gerando filas, perda de produtividade e OTAs; ou (ii) postergação de investimentos em tecnologia que poderiam reduzir desperdícios e fraudes, mesmo quando o custo de oportunidade é alto. O descompasso entre orçamento projetado e custo real em crescimento acelerado leva a déficits operacionais inesperados e necessidade de ajustes emergenciais onerosos (cortes abruptos, renegociação de dívidas, captação emergencial de capital).
Atraso no recebimento por demora na análise de negativas e reenvio de contas
Capital de giro imobilizado equivalente a 0,5–1 mês de faturamento com planos de saúde; em um hospital que fatura R$ 30 milhões/mês, isso representa cerca de R$ 15 milhões parados e custo financeiro anual aproximado de R$ 1,5–R$ 2 milhões (juros e oportunidade).A dinâmica da saúde suplementar no Brasil envolve faturamento mensal, análise da conta pela operadora, eventual glosa/negativa e, se for o caso, reapresentação de conta ou recurso administrativo. Cada ciclo adicional provocado por retrabalho na conta, erro de cadastro ou demora na instrução de recurso adiciona semanas ao prazo de recebimento. Estudos de mercado em gestão de contas médicas apontam prazos médios de recebimento (Days Sales Outstanding) em hospitais brasileiros frequentemente acima de 70–90 dias, em parte puxados por glosas que precisam de correção ou recurso. Se um hospital faturar R$ 30 milhões/mês e tiver 15 dias adicionais de DSO decorrentes de atrasos internos no tratamento de negativas, isso representa aproximadamente R$ 15 milhões adicionais em capital de giro (R$ 30 milhões/30 dias × 15 dias) imobilizados. Com custos de capital típicos acima de 12% ao ano no Brasil, o custo financeiro dessa imobilização pode superar R$ 1,8 milhão/ano. Boa parte desse atraso é operacional, e decorre de controles manuais (papel, planilhas) para identificar negativas, distribuir para análise, obter documentos médicos e redigir recursos consistentes com o contrato.