🇧🇷Brazil

Atraso no recebimento por demora na análise de negativas e reenvio de contas

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Definition

A dinâmica da saúde suplementar no Brasil envolve faturamento mensal, análise da conta pela operadora, eventual glosa/negativa e, se for o caso, reapresentação de conta ou recurso administrativo. Cada ciclo adicional provocado por retrabalho na conta, erro de cadastro ou demora na instrução de recurso adiciona semanas ao prazo de recebimento. Estudos de mercado em gestão de contas médicas apontam prazos médios de recebimento (Days Sales Outstanding) em hospitais brasileiros frequentemente acima de 70–90 dias, em parte puxados por glosas que precisam de correção ou recurso. Se um hospital faturar R$ 30 milhões/mês e tiver 15 dias adicionais de DSO decorrentes de atrasos internos no tratamento de negativas, isso representa aproximadamente R$ 15 milhões adicionais em capital de giro (R$ 30 milhões/30 dias × 15 dias) imobilizados. Com custos de capital típicos acima de 12% ao ano no Brasil, o custo financeiro dessa imobilização pode superar R$ 1,8 milhão/ano. Boa parte desse atraso é operacional, e decorre de controles manuais (papel, planilhas) para identificar negativas, distribuir para análise, obter documentos médicos e redigir recursos consistentes com o contrato.

Key Findings

  • Financial Impact: Capital de giro imobilizado equivalente a 0,5–1 mês de faturamento com planos de saúde; em um hospital que fatura R$ 30 milhões/mês, isso representa cerca de R$ 15 milhões parados e custo financeiro anual aproximado de R$ 1,5–R$ 2 milhões (juros e oportunidade).
  • Frequency: Contínuo, afetando todos os ciclos mensais de faturamento e cobrança.
  • Root Cause: Processo de gestão de negativas não padronizado; falta de priorização de contas de maior valor; ausência de KPIs de DSO específico para contas glosadas; sistemas não integrados que exigem retrabalho manual na correção das contas; baixa automação na coleta de laudos, exames e relatórios médicos para suporte ao recurso.

Why This Matters

The Pitch: Hospitais no Brasil 🇧🇷 imobilizam de R$ 5 milhões a R$ 30 milhões em contas a receber devido a atrasos evitáveis no tratamento de glosas e reapresentação de contas. Automatizar o fluxo de identificação de negativa, correção de dados e submissão de recursos reduz o DSO em 10–20 dias e libera caixa relevante.

Affected Stakeholders

Diretor financeiro, Tesouraria / Contas a receber, Gestor de faturamento, Controller, Analista de contas médicas

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Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Perda de receita por glosas não contestadas ou recursos indeferidos

Tipicamente 2%–5% da receita de planos de saúde em glosas não recuperadas; em um hospital com R$ 150 milhões/ano de faturamento em saúde suplementar, isso equivale a cerca de R$ 3 milhões–R$ 7,5 milhões/ano em perda de receita.

Custo excessivo de mão de obra na análise manual de glosas e recursos

Custo de pessoal em análise de glosas e recursos frequentemente na faixa de R$ 500 mil a R$ 3 milhões/ano em hospitais médios e grandes; potencial de redução de 30%–50% (R$ 150 mil–R$ 1,5 milhão/ano) via automação.

Retrabalho e perda de valor por recursos de glosa mal instruídos

Tipicamente 20%–30% do valor potencialmente recuperável em glosas se perde por recursos mal instruídos; em R$ 10 milhões/ano de glosas, isso corresponde a cerca de R$ 2 milhões–R$ 3 milhões/ano de receita não recuperada.

Perda de capacidade analítica por ausência de indicadores de glosa e recursos

Desperdício de 20%–40% das horas da equipe de glosas; em 12.000 horas/ano a R$ 60/hora, cerca de R$ 144 mil–R$ 288 mil/ano em capacidade analítica improdutiva, mais perda de recuperação potencial de glosas de alto valor (frequentemente >R$ 1 milhão/ano).

Erros estratégicos em contratos com operadoras por falta de dados de glosas e recursos

Perda de 1–2 pontos percentuais de margem em contratos com operadoras por não atacar glosas estruturais; em R$ 200 milhões/ano de faturamento em saúde suplementar, isso equivale a cerca de R$ 2 milhões–R$ 4 milhões/ano.

Perdas por Inacurácia no Estoque de Medicamentos

R$ impact on budget from high-consumption medicine discrepancies; 80% reduction in high-divergence errors post-automation[1]

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