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Retrabalho e custos extras com sinistros de viagem por falhas na comunicação e documentação de acidentes

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Definition

Reportagens de mercado destacam que acidentes em esportes de neve, especialmente em esqui e snowboard, são frequentes e podem exigir resgates de helicóptero, atendimento especializado, internações e até repatriação do viajante ao Brasil, custos classificados como "elevados" e capazes de comprometer o orçamento da viagem quando não adequadamente cobertos pelo seguro.[1][3][7] Operadoras e estações que atuam em parceria com seguradoras dependem de um fluxo preciso de informações (dados do segurado, circunstâncias do acidente, prontuários, notas de serviços de resgate, etc.) para que a seguradora reconheça o sinistro. Na prática, processos despadronizados (uso de e‑mail solto, formulários em papel em diferentes idiomas, ausência de checagem de dados de apólice, perda de notas fiscais de serviços médicos e de resgate) resultam em glosas ou negativas de cobertura por suposta falta de documentação adequada, por alegação de que o esporte não estava coberto ou por descumprimento de prazos contratuais. Diante da pressão reputacional e da relação comercial com o cliente, operadores frequentemente absorvem parte dessas despesas para evitar conflito com o turista, transformando custos que seriam da seguradora em custo direto da operação. Em estações com dezenas de atendimentos médicos por temporada, o somatório de pequenos ressarcimentos (consultas, exames, transporte) e de poucos casos de maior monta (helicóptero, cirurgias emergenciais, regresso sanitário) facilmente atinge dezenas ou centenas de milhares de reais quando a taxa de glosa/negativa é alta. A ausência de um sistema de incident reporting estruturado, integrado à gestão de sinistros de seguro‑viagem, é o gatilho para esse tipo de custo oculto.[1][3][7]

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified (lógica): em uma temporada com 30–80 incidentes médicos relevantes envolvendo brasileiros, com custo médio de R$ 3.000–R$ 8.000 por evento (consultas, exames, imobilizações, traslados, diárias hospitalares), se 10%–20% dos casos deixam de ser reembolsados por falha documental, o operador absorve R$ 9.000–R$ 128.000 por temporada; adicionando 1–2 casos com regresso sanitário e/ou helicóptero (R$ 40.000–R$ 120.000 cada) parcialmente glosados, o impacto total pode chegar a R$ 50.000–R$ 300.000/temporada.
  • Frequency: Sazonal, concentrado em alta temporada de esqui; recorrente em cada temporada com fluxo relevante de brasileiros.
  • Root Cause: Registro de incidente e sinistro não integrado; múltiplos canais de informação sem padrão; desconhecimento das condições de cobertura do seguro (necessidade de pré‑autorização, limites para esportes amadores, exclusões); ausência de um checklist operacional imediato após o acidente.

Why This Matters

The Pitch: Operadores de turismo de neve que atendem brasileiros perdem de R$ 50.000 a R$ 300.000 por temporada em custos médicos e logísticos não reembolsados por falhas na abertura e gestão de sinistros. Automação de comunicação com seguradoras, padronização de dossiês de acidente e integração com parceiros médicos evita glosas e reduz esse desperdício.

Affected Stakeholders

Gestor de Operações de Turismo, Coordenador de Atendimento ao Cliente, Área de Sinistros / Pós‑venda em operadoras de turismo, Corretor de Seguros de Viagem, Controladoria/Financeiro responsável por conciliação de reembolsos

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Financial Impact

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

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