🇧🇷Brazil

Subaproveitamento de direitos conexos e múltiplas fontes de royalties

5 verified sources

Definition

O sistema brasileiro distingue entre direitos autorais de composição e edição, e direitos conexos de intérpretes, músicos e produtores fonográficos, com gestão centralizada de execução pública pelo ECAD e atuação de diversas associações de gestão coletiva.[4][3] Plataformas internacionais de administração de direitos, como Songtrust, destacam a existência de múltiplas sociedades de arrecadação no Brasil (PROs como AMAR, ASSIM, ECAD, SBACEM, SICAM, SOCINPRO, entre outras), cada uma com funções específicas e escopos de cobrança distintos.[3] A Brazil Rights Management se posiciona explicitamente como empresa que "maximiza a coleta de royalties dentro do sistema brasileiro" e afirma conseguir recolher royalties que outras agências frequentemente deixam de captar, incluindo direitos de intérprete, publishing, vizinhos e master.[2] Isto sinaliza que, na prática, gravadoras, editoras e artistas estrangeiros ou independentes não conseguem, sozinhos, acionar todos os canais de arrecadação disponíveis, deixando de registrar repertório ou de filiar-se a entidades adequadas para determinados tipos de direito. Em um mercado com crescimento consistente da receita fonográfica e no qual a execução pública em rádio, TV e espaços físicos continua sendo importante fonte de receita,[6][7] qualquer omissão em exploração de direitos conexos, vizinhos ou execuções, especialmente em catálogos utilizados intensamente em TV/filmes/publicidade, gera vazamento de receita.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified (lógico): supondo um catálogo que gera R$ 3 milhões/ano em receita de gravação e execução (streaming, TV, rádio, sincronização), a ausência de inscrição adequada de direitos conexos e a não otimização de todos os canais de arrecadação (por exemplo, falta de registro em determinadas associações ou ausência de cue sheets completas) pode representar perda de 10–20% dos fluxos possíveis, ou ≈R$ 300 mil a R$ 600 mil/ano. Em escala setorial, sobre a ordem de bilhões de reais em royalties distribuídos em uma década,[4][1] o subaproveitamento de 5–10% de direitos conexos e execuções não reivindicadas corresponde a centenas de milhões de R$ não captados pelos titulares corretos.
  • Frequency: Recorrente, com maior incidência em novos contratos, catálogos internacionais explorados no Brasil, e obras usadas em produções audiovisuais que geram várias camadas de direitos.
  • Root Cause: Fragmentação entre diferentes tipos de direitos (autorais, conexos, fonomecânicos) e múltiplas sociedades de gestão; desconhecimento por parte de titulares sobre todas as fontes de arrecadação disponíveis; foco excessivo em streaming digital, negligenciando execuções em TV, rádio, som ambiental e sincronização; ausência de parceiro local especializado no sistema brasileiro para titulares estrangeiros; processos manuais e pouco integrados de registro em diversas entidades.

Why This Matters

The Pitch: No Brasil 🇧🇷, muitos catálogos de gravação sonora capturam apenas parte dos fluxos possíveis (por exemplo, só streaming gravado, sem otimizar TV, rádio, execução pública e direitos conexos). Auditorias estruturadas e automação de registros em PROs e CMOs podem acrescentar 10–20% de receita incremental em royalties anuais, com potencial de R$ 200 mil a R$ 1 milhão/ano para catálogos médios.

Affected Stakeholders

Produtores fonográficos, Gravadoras (majors e independentes), Editoras musicais, Artistas intérpretes e músicos acompanhantes, Gestores de catálogo internacional com uso no Brasil, Advogados e administradores de direitos autorais

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Obras não identificadas e créditos divergentes no ECAD

Quantified (lógico): considerando R$ 8,2 bilhões distribuídos em 10 anos pelo ECAD (≈R$ 820 milhões/ano)[4] e R$ 1,6 bilhão/ano em royalties de streaming só no Spotify para artistas brasileiros[1], uma taxa conservadora de 5% de obras não identificadas, erros de cadastro ou créditos divergentes representa ≈R$ 120 milhões/ano em royalties potencialmente mal distribuídos ou não reclamados. A nível de catálogo individual, um portfólio que gera R$ 2 milhões/ano em execuções públicas poderia estar perdendo R$ 100 mil a R$ 300 mil/ano (5–15%) por falhas de metadados e cadastro.

Atraso no repasse de direitos de execução pública

Quantified (lógico): supondo um catálogo que gera R$ 5 milhões/ano em direitos de execução pública (somando TV, rádio, streaming e execução em locais públicos), um atraso médio adicional de 3 meses (¼ do ano) no recebimento implica cerca de R$ 1,25 milhão em capital de giro imobilizado. Considerando custo de capital de 15% a.a. (padrão de mercado no Brasil), isto representa ≈R$ 187.500/ano em custo financeiro implícito por catálogo. Em nível setorial, se R$ 820 milhões/ano distribuídos pelo ECAD[4] sofrem, em média, 3 meses de atraso adicional evitável por falhas processuais, o custo de oportunidade financeiro supera R$ 120 milhões/ano.

Perda de Royalties por Falhas no Rastreamento de Recuperação

R$ 50.000+ por artista em avances não recoupados; 10-20% perda em royalties ECAD por erros de registro

Disputas Contratuais por Contabilidade Opaqua de Recoupment

R$ 20.000-100.000 em custos legais por disputa; avances 'presos' indefinidamente

Atrasos na Recuperação de Avanços via Royalties ECAD

3-6 meses de delay em royalties (10-20% do total ECAD por evento); R$ 10.000+/mês em capital preso

Perda de Royalties por Distribuidoras

R$ 15-25% dos royalties por stream/lançamento; ex: R$50 mínimo para payout no Brasil

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