🇧🇷Brazil

Obras não identificadas e créditos divergentes no ECAD

3 verified sources

Definition

O ECAD é o escritório central responsável pela arrecadação e distribuição de direitos de execução pública de música em todo o Brasil, repassando 85% dos valores arrecadados aos titulares por meio das associações que o administram.[4] A própria existência de empresas especializadas como a Brazil Rights Management (BRM), que se dizem "embarcadas" no sistema brasileiro para corrigir dados, validar cue sheets, auditar declarações passadas e recuperar royalties que outras entidades deixam de coletar, indica uma lacuna relevante entre o valor potencial e o valor efetivamente distribuído aos titulares.[2] Como o fluxo de distribuição depende de cadastros corretos de obras, fonogramas, ISRC, ISWC, splits e vinculação a titulares e associações, qualquer erro de metadados, atribuição incompleta ou ausência de registro leva a valores retidos em contas de obras não identificadas ou distribuídos a titulares errados, o que configura vazamento de receita para quem deveria receber. Em um mercado em que apenas o Spotify gerou mais de R$ 1,6 bilhão em royalties para artistas brasileiros em 2024,[1] e em que o ECAD distribuiu mais de R$ 8,2 bilhões em uma década,[4] até pequenas taxas de erro de identificação ou cadastro podem representar perdas de dezenas de milhões anuais não captados por parte dos titulares corretos.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified (lógico): considerando R$ 8,2 bilhões distribuídos em 10 anos pelo ECAD (≈R$ 820 milhões/ano)[4] e R$ 1,6 bilhão/ano em royalties de streaming só no Spotify para artistas brasileiros[1], uma taxa conservadora de 5% de obras não identificadas, erros de cadastro ou créditos divergentes representa ≈R$ 120 milhões/ano em royalties potencialmente mal distribuídos ou não reclamados. A nível de catálogo individual, um portfólio que gera R$ 2 milhões/ano em execuções públicas poderia estar perdendo R$ 100 mil a R$ 300 mil/ano (5–15%) por falhas de metadados e cadastro.
  • Frequency: Contínua e estrutural; ocorre em cada ciclo de distribuição (trimestral no ECAD e nos DSPs) sempre que há novos lançamentos, uso em TV/rádio/streaming e atualização de catálogos.
  • Root Cause: Alta complexidade do sistema de gestão coletiva brasileiro; dependência de cadastros corretos nas associações e no ECAD; metadados incompletos em lançamentos digitais e em cue sheets de TV, cinema e publicidade; falta de visibilidade detalhada para os titulares sobre o matching entre usos e obras; ausência de processos automatizados de reconciliação entre relatórios de uso (DSPs, emissoras, casas de show) e valores recebidos.

Why This Matters

The Pitch: Gravadoras, produtoras e artistas no Brasil 🇧🇷 deixam de capturar de 5% a 15% dos royalties de execução pública por falhas de cadastro e metadados na interação com o ECAD. Automação de registro, validação de cue sheets e auditoria contínua de dados pode recuperar centenas de milhares de R$ por catálogo e eliminar este vazamento recorrente.

Affected Stakeholders

Gravadoras, Editoras musicais, Artistas intérpretes, Músicos acompanhantes, Compositores, Produtores fonográficos, Advogados de entretenimento, Gestores de catálogo e de royalties

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Atraso no repasse de direitos de execução pública

Quantified (lógico): supondo um catálogo que gera R$ 5 milhões/ano em direitos de execução pública (somando TV, rádio, streaming e execução em locais públicos), um atraso médio adicional de 3 meses (¼ do ano) no recebimento implica cerca de R$ 1,25 milhão em capital de giro imobilizado. Considerando custo de capital de 15% a.a. (padrão de mercado no Brasil), isto representa ≈R$ 187.500/ano em custo financeiro implícito por catálogo. Em nível setorial, se R$ 820 milhões/ano distribuídos pelo ECAD[4] sofrem, em média, 3 meses de atraso adicional evitável por falhas processuais, o custo de oportunidade financeiro supera R$ 120 milhões/ano.

Subaproveitamento de direitos conexos e múltiplas fontes de royalties

Quantified (lógico): supondo um catálogo que gera R$ 3 milhões/ano em receita de gravação e execução (streaming, TV, rádio, sincronização), a ausência de inscrição adequada de direitos conexos e a não otimização de todos os canais de arrecadação (por exemplo, falta de registro em determinadas associações ou ausência de cue sheets completas) pode representar perda de 10–20% dos fluxos possíveis, ou ≈R$ 300 mil a R$ 600 mil/ano. Em escala setorial, sobre a ordem de bilhões de reais em royalties distribuídos em uma década,[4][1] o subaproveitamento de 5–10% de direitos conexos e execuções não reivindicadas corresponde a centenas de milhões de R$ não captados pelos titulares corretos.

Perda de Royalties por Falhas no Rastreamento de Recuperação

R$ 50.000+ por artista em avances não recoupados; 10-20% perda em royalties ECAD por erros de registro

Disputas Contratuais por Contabilidade Opaqua de Recoupment

R$ 20.000-100.000 em custos legais por disputa; avances 'presos' indefinidamente

Atrasos na Recuperação de Avanços via Royalties ECAD

3-6 meses de delay em royalties (10-20% do total ECAD por evento); R$ 10.000+/mês em capital preso

Perda de Royalties por Distribuidoras

R$ 15-25% dos royalties por stream/lançamento; ex: R$50 mínimo para payout no Brasil

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