🇧🇷Brazil

Superutilização e desperdício de insumos em home care

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Definition

A literatura sobre gestão de recursos e logística em home care no Brasil destaca que o modelo de atenção domiciliar exige disponibilização de insumos no domicílio conciliada com a produção de serviços, sendo este um dos principais desafios para prestadores privados devido a recursos limitados.[2] Enfermeiros precisam elaborar planos de cuidado que incluam previsão de materiais e medicamentos, garantindo segurança do paciente e evitando falta de insumos.[2] Sem sistemas especializados, essa conciliação é feita de forma manual, o que leva com frequência ao envio de quantidade superior à necessária, duplicidade de kits, perdas por vencimento e dificuldades de retorno de material não utilizado. Plataformas modernas de home care enfatizam módulos de gestão dinâmica de recursos, com relatórios automáticos de estoque, deslocamentos e ordens de serviço, justamente para identificar gargalos e reduzir desperdícios.[1] Na prática de serviços de saúde brasileiros, desperdício logístico e de insumos entre 5% e 20% do orçamento de materiais é frequentemente relatado em estudos e consultorias; dada a logística mais complexa do home care (múltiplos domicílios, rotas, variação de uso), um intervalo conservador de 5% a 15% de sobrecusto é um cenário realista.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified (lógica): sobrecusto de 5% a 15% sobre o gasto anual com materiais e logística. Em um serviço com R$ 1.000.000/ano em insumos e transporte, isso representa perdas de R$ 50.000 a R$ 150.000/ano.
  • Frequency: Contínua, refletida mensalmente nos pedidos de materiais, despesas de logística e perdas de estoque.
  • Root Cause: Ausência de sistema integrado de gestão de estoque e consumo por paciente, planejamento de insumos baseado em médias e não em prescrição real, falhas de comunicação entre equipe assistencial e logística, falta de roteirização otimizada das visitas.

Why This Matters

The Pitch: Empresas de home care no Brasil 🇧🇷 desperdiçam de 5% a 15% do gasto em materiais e logística por falta de controle de estoque e roteirização. Automação do planejamento de insumos e da logística pode economizar R$ 50.000 a R$ 150.000 ao ano para cada R$ 1 milhão em custos de materiais.

Affected Stakeholders

Gestor de logística, Farmacêutico ou responsável por suprimentos, Enfermeiro coordenador, Diretor operacional, Controller financeiro

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Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Glosas e negativas de contas em atenção domiciliar

Quantified (lógica setorial): glosas operacionais de 3% a 7% da receita bruta anual de home care; em uma carteira de R$ 1.000.000/mês em faturamento, a perda típica varia de R$ 30.000 a R$ 70.000 por mês em valores não recebidos ou demorados.

Atraso no recebimento por divergência entre produção, contrato e NF-e

Quantified (lógica): aumento de 10 a 20 dias no prazo médio de recebimento (DSO). Em um faturamento de R$ 1.000.000/mês, isso representa R$ 333.000 a R$ 666.000 adicionais permanentemente imobilizados em contas a receber, com custo financeiro aproximado de 1% ao mês (R$ 3.300 a R$ 6.600/mês em custo de capital).

Perda de capacidade produtiva por agendamento e roteirização manuais de visitas

Quantified (lógica): perda de 10% a 25% da capacidade de visitas por equipe. Em uma equipe que poderia faturar R$ 1.000.000/ano em visitas, a subutilização representa R$ 100.000 a R$ 250.000/ano de receita não realizada.

Risco de autuações sanitárias por não conformidade com RDC 11/2006

Quantified (lógica): risco de multas sanitárias pontuais na faixa de R$ 20.000 a R$ 80.000 por auto de infração para empresas de médio porte, além de potencial perda de receita diária em caso de interdição (p.ex., R$ 10.000 a R$ 50.000/dia em faturamento comprometido).

Perda de Clientes por Demora em Autorização

R$5.000-15.000 por cliente perdido; 20% churn rate em intake

Serviços Não Faturados por Falha em Autorização

R$300-800 por visita não faturada; 5% unbilled services

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