🇧🇷Brazil

Relatórios de performance de anunciantes imprecisos gerando make-goods excessivos

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Definition

No modelo brasileiro de venda de mídia, contratos de publicidade normalmente preveem compensações (make-goods) em caso de não entrega de GRPs, impressões ou inserções prometidas. Em periódicos, a comprovação de veiculação e tiragem ainda é muito manual (recortes, PDFs, planilhas). Erros de medição ou de consolidação de dados podem indicar underdelivery inexistente ou maior que o real, levando a concessão de páginas, banners ou upgrades de posição sem cobrança. Como não há obrigação legal de emitir NF-e adicional para make-goods gratuitos, a área comercial tende a usar o caminho mais simples (dar espaço de graça), gerando fuga de receita. Pela lógica de mercado de mídia, mesmo um erro de 1–2% em relatórios de entrega sobre um book publicitário anual de R$ 50–100 milhões representa milhões em compensações desnecessárias.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified (lógica): 1–3% da receita anual de anúncios em periódicos convertida em make-goods excessivos; em um veículo com R$ 80 milhões/ano em publicidade, isso implica em R$ 0,8–2,4 milhões/ano de receita perdida.
  • Frequency: Contínua; acompanha todos os ciclos de fechamento de campanhas e renegociação com grandes anunciantes/agências (mensal/trimestral).
  • Root Cause: Uso intensivo de planilhas para controle de inserções; ausência de sistema integrado entre ad server, sistema editorial e faturamento; falta de reconciliação automatizada entre relatórios da casa, dados de terceiros (audiência, viewability) e ordens de inserção; pressão comercial para manter relacionamento com grandes agências leva à concessão de compensações em favor do anunciante na dúvida.

Why This Matters

The Pitch: Empresas de mídia e editoras de periódicos no Brasil 🇧🇷 desperdiçam facilmente 1–3% da receita anual de anúncios em make-goods concedidos a mais por causa de relatórios de performance imprecisos. Automação da consolidação de dados de campanha e auditoria automática de entregas reduz esse desperdício.

Affected Stakeholders

Diretor Comercial, Gerente de Publicidade, Planejamento de Mídia (no veículo), Controladoria / Revenue Assurance, Agências de mídia (lado comprador, que exigem make-goods)

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Make-goods não faturados e ausência de nota fiscal complementar

Quantified (lógica): 0,5–1,5% do valor anual de mídia não faturado por má classificação de make-goods; em uma carteira de R$ 50 milhões/ano em anúncios, perda recorrente de R$ 250 mil a R$ 750 mil/ano.

Demora na comprovação de entrega de campanhas atrasando faturamento e recebimento

Quantified (lógica): Aumento típico de 10–20 dias em DSO associado à lentidão de comprovantes; para carteira média de R$ 20 milhões em contas a receber e custo de capital de 12% a.a., isso equivale a R$ 65–130 mil/ano em custo financeiro implícito.

Erros de veiculação gerando rework, reimpressão e compensações financeiras

Quantified (lógica): 0,5–1% da receita anual de anúncios consumida em descontos, reimpressões e espaços gratuitos para reparar erros; para faturamento de mídia de R$ 40 milhões/ano, isso implica R$ 200–400 mil/ano.

Risco de multas LGPD por relatórios de performance contendo dados pessoais de audiência

Quantified (dura + lógica): Multas LGPD de até 2% do faturamento da empresa, limitadas a R$ 50 milhões por infração; caso real de microempresa multada em R$ 14.400 pela ANPD em 2023; para grupos de mídia de grande porte, um único incidente pode representar R$ milhões em sanções, além de custos de adequação pós-incidente.

Decisões comerciais equivocadas baseadas em relatórios de performance distorcidos

Quantified (lógica): 2–5% de margem de contribuição em publicidade perdida por decisões de precificação/portfólio equivocadas; em operação com R$ 60 milhões de receita publicitária e margem alvo de 20%, isso equivale a R$ 2,4–6 milhões/ano de resultado não realizado.

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