🇧🇷Brazil

Make-goods não faturados e ausência de nota fiscal complementar

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Definition

Do ponto de vista fiscal, sempre que há prestação de serviço de publicidade onerosa, deve existir nota fiscal com destaque de ISS/ICMS, conforme legislação municipal/estadual e regras de NF-e modelo 55.[6][7] Em negociações complexas, campanhas são replanejadas, reagrupadas e expandidas no tempo; parte dos espaços adicionais é tratada como make-good, mas parte deveria ser cobrada (up-sell). Pela falta de trilha clara entre ordens de inserção, entregas efetivas e faturamento, muitos veículos classificam todo o bloco adicional como cortesia, reduzindo artificialmente o faturamento e perdendo receita potencial. A ausência de NF-e também dificulta cobrança posterior ou auditorias internas de rentabilidade por cliente.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified (lógica): 0,5–1,5% do valor anual de mídia não faturado por má classificação de make-goods; em uma carteira de R$ 50 milhões/ano em anúncios, perda recorrente de R$ 250 mil a R$ 750 mil/ano.
  • Frequency: Recorrente em renegociações de grandes contratos e em campanhas contínuas com vários ajustes ao longo do ano.
  • Root Cause: Separação entre equipes de tráfego/ad ops (que gerem inserções e compensações) e faturamento fiscal (que emite NF-e); processos baseados em e-mail e planilhas sem regras de negócio para identificar quando o volume de compensação excede o valor de contrato; medo de complexidade tributária (ISS x ICMS, local do tomador) leva a registrar como cortesia em vez de promover cobrança estrutural.

Why This Matters

The Pitch: Editoras de periódicos no Brasil 🇧🇷 deixam de faturar de 0,5–1,5% do volume de mídia anualmente em compensações que poderiam ser cobradas ou parcialmente cobradas. Integração entre ad billing e gestão de campanhas identifica automaticamente quando o make-good ultrapassa o valor contratual e gera NF-e complementar.

Affected Stakeholders

Diretor Financeiro (CFO), Gerente de Faturamento, Coordenador de Ad Operations / Tráfego, Controller, Diretor Comercial

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Relatórios de performance de anunciantes imprecisos gerando make-goods excessivos

Quantified (lógica): 1–3% da receita anual de anúncios em periódicos convertida em make-goods excessivos; em um veículo com R$ 80 milhões/ano em publicidade, isso implica em R$ 0,8–2,4 milhões/ano de receita perdida.

Demora na comprovação de entrega de campanhas atrasando faturamento e recebimento

Quantified (lógica): Aumento típico de 10–20 dias em DSO associado à lentidão de comprovantes; para carteira média de R$ 20 milhões em contas a receber e custo de capital de 12% a.a., isso equivale a R$ 65–130 mil/ano em custo financeiro implícito.

Erros de veiculação gerando rework, reimpressão e compensações financeiras

Quantified (lógica): 0,5–1% da receita anual de anúncios consumida em descontos, reimpressões e espaços gratuitos para reparar erros; para faturamento de mídia de R$ 40 milhões/ano, isso implica R$ 200–400 mil/ano.

Risco de multas LGPD por relatórios de performance contendo dados pessoais de audiência

Quantified (dura + lógica): Multas LGPD de até 2% do faturamento da empresa, limitadas a R$ 50 milhões por infração; caso real de microempresa multada em R$ 14.400 pela ANPD em 2023; para grupos de mídia de grande porte, um único incidente pode representar R$ milhões em sanções, além de custos de adequação pós-incidente.

Decisões comerciais equivocadas baseadas em relatórios de performance distorcidos

Quantified (lógica): 2–5% de margem de contribuição em publicidade perdida por decisões de precificação/portfólio equivocadas; em operação com R$ 60 milhões de receita publicitária e margem alvo de 20%, isso equivale a R$ 2,4–6 milhões/ano de resultado não realizado.

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