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Multas e glosas por descumprimento de requisitos legais de acessibilidade no transporte

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Definition

Estudos de mobilidade para PCD mostram que, apesar de a acessibilidade estar garantida em lei, é frequente encontrar ônibus com elevadores inoperantes e motoristas sem a devida preparação, o que leva a interrupções de serviço e necessidade de substituição de veículos.[2] A Constituição de 1988 determinou que meios de transporte coletivo sejam adaptados, e o Decreto 5.296/2004 fixou prazo de 120 meses para adaptação total das frotas, reforçando o caráter obrigatório.[2] O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) tipifica como infração o impedimento ou obstrução do exercício de direitos da pessoa com deficiência, prevendo sanções administrativas e cíveis. Em contratos de transporte porta a porta como o Programa Travessia, falhas recorrentes (não coleta de usuário por falta de veículo acessível, cancelamentos por problemas no elevador, não cumprimento de horário de atendimento) podem resultar em glosas de parcelas contratuais e aplicação de sanções previstas na Lei 14.133/2021, como multas de até 5% a 20% do valor do contrato, advertência e até rescisão contratual, dependendo da gravidade. Embora os documentos analisados destaquem mais o lado social e operacional do que valores exatos, a combinação de obrigações legais e regime de contratação pública implica risco financeiro relevante em caso de descumprimento.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified (lógico): multas administrativas na faixa de R$ 2.000 a R$ 20.000 por auto de infração de acessibilidade e glosas de 2% a 5% do valor mensal faturado em contratos públicos de transporte especializado quando comprovada não conformidade reiterada. Em um contrato de R$ 500.000/mês, glosas de 5% equivalem a R$ 25.000/mês, ou R$ 300.000/ano.
  • Frequency: Esporádica a recorrente, dependendo do nível de fiscalização do Ministério Público, órgãos de mobilidade urbana e auditorias dos contratos; mais frequente em capitais e grandes centros onde há maior atenção à acessibilidade.
  • Root Cause: Frota adaptada com manutenção precária de elevadores e rampas; falta de checklists sistemáticos de acessibilidade antes da saída do veículo; ausência de rastreabilidade de ocorrências de falha de acessibilidade por viagem; treinamento insuficiente de motoristas e cobradores; documentação incompleta para demonstrar conformidade em fiscalizações.

Why This Matters

The Pitch: Operadores de transporte de idosos e PCD no Brasil 🇧🇷 enfrentam risco de multas de R$ 2.000 a R$ 20.000 por infração de acessibilidade, além de glosas de até 5% do valor mensal de contratos públicos em caso de não conformidade. Monitoramento digital de acessibilidade por viagem e rastreio de falhas reduz drasticamente esse custo regulatório.

Affected Stakeholders

Operadores de transporte coletivo urbano com frota adaptada, Empresas que prestam transporte especializado para PCD e idosos, Gestores públicos responsáveis por contratos de transporte acessível, Áreas jurídica e de compliance, Oficinas e manutenção de frota

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Rotas ineficientes e ociosidade da frota no transporte de idosos e PCD

Quantified: perda lógica de 10% a 20% do custo operacional anual do serviço de transporte adaptado, considerando combustível, manutenção e horas extras. Em um orçamento de R$ 3 milhões/ano, isso representa R$ 300.000 a R$ 600.000/ano de custo evitável.

Atraso no recebimento por glosas ligadas a divergências entre plano terapêutico e cobrança

Quantified: glosas de 5–15% do faturamento bruto; exemplo: R$ 80.000/mês glosados em um prestador com R$ 1.000.000/mês; custo financeiro ~R$ 6.700/ano por atraso de 60 dias sobre R$ 56.000 recorrentes

Retrabalho e horas extras na revisão manual de planos de cuidado individual

Quantified: ~600 horas/ano de retrabalho administrativo em serviço médio (cerca de R$ 48.000/ano a R$ 80/h); podendo superar R$ 120.000/ano em serviços maiores

Risco de judicialização e multas por não cumprimento do plano de atendimento de idosos e pessoas com deficiência

Quantified: indenizações típicas de R$ 5.000–R$ 20.000 por ação, podendo superar R$ 50.000 em casos graves; cenário plausível de R$ 100.000–R$ 300.000/ano em empresas com base relevante de idosos/PCD

Multas por Não Conformidade com Código de Defesa do Consumidor

Multas proporcionais; suspensão de serviços (perda estimada 2-5% receita por incidentes repetidos)

Multas LGPD por Falha em Relato de Incidentes de Abuso

R$ até 2% da receita brasileira por infração (máx. R$ 50 milhões); R$ 12 milhões totais em 15 instituições de saúde (2024)

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