🇧🇷Brazil

Superfaturamento e desperdício de insumos por ficha técnica desatualizada

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Definition

A BOM define quantidades padrão de cada insumo por SKU.[2][3][5] Em setores de manufatura discreta como artigos esportivos (calçados, bolas, bicicletas, equipamentos), pequenas variações na quantidade de tecido, borracha, EVA, polímero, metal ou embalagem multiplicam-se por grandes volumes. Quando a BOM é mantida em planilhas e não reflete o consumo real, o MRP projeta necessidades infladas, gerando compras em excesso, ocupação de capital de giro e eventual sucateamento e obsolescência. Relatórios industriais internacionais apontam perdas de 1–3% do custo de materiais por erros de BOM e planejamento de materiais; aplicando a mesma ordem de grandeza ao contexto brasileiro, com Custo Brasil mais elevado e maior custo de capital, o impacto financeiro tende a ser ainda mais relevante. LOGIC: para um fabricante médio de esportivos com R$ 50 milhões/ano em matéria-prima, 1–3% corresponde a R$ 500.000–R$ 1,5 milhão/ano em desperdício/estoque desnecessário.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantificado (lógico): 1–3% do custo anual de materiais. Ex.: consumo anual de R$ 50 milhões → perda de R$ 500.000–R$ 1,5 milhão/ano em material ocioso, sucata e capital de giro imobilizado.
  • Frequency: Contínua; manifesta-se mensalmente em divergência entre custo padrão e custo real, ajustes de inventário e sucata em inventários anuais.
  • Root Cause: Fichas técnicas criadas apenas para fins de engenharia ou design, sem retroalimentação com dados reais de produção; ausência de processo de revisão periódica; apontamento manual de consumo; inexistência de integração entre chão de fábrica (MES), ERP e módulo de custos.

Why This Matters

The Pitch: Fabricantes de artigos esportivos no Brasil 🇧🇷 costumam perder 1–3% do custo de materiais/ano em compras em excesso e sucata devido a BOMs imprecisas. Em uma planta com R$ 50 milhões/ano de consumo de insumos, isso representa R$ 500.000–R$ 1,5 milhão de desperdício evitável com gestão automatizada de BOM e apontamento de consumo.

Affected Stakeholders

Diretor de Operações, Planejamento e Controle da Produção (PCP), Gerente de Compras, Controladoria de Custos, Engenharia de Produto

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Perda de crédito de ICMS por cadastro incorreto de insumos na ficha técnica (BOM)

Quantificado (lógico): glosa potencial de 5–15% do ICMS creditado ao ano. Exemplo: fábrica com R$ 300.000/mês em créditos de ICMS pode perder R$ 180.000–R$ 540.000/ano em imposto, mais multa de até 75% (R$ 135.000–R$ 405.000/ano).

Sobrecusto de importação de componentes esportivos por classificação fiscal e origem inconsistente com a BOM

Quantificado (lógico): sobrecusto de 2–5 p.p. na carga tributária de importação. Ex.: R$ 20 milhões/ano em importações → R$ 400.000–R$ 1.000.000/ano de tributos pagos a maior ou não recuperados.

Reclamações e devoluções por variação de qualidade ligada a falhas na gestão da BOM

Quantificado (lógico): 0,5–2% da receita anual. Ex.: receita de R$ 100 milhões/ano → R$ 500.000–R$ 2.000.000/ano em devoluções, garantias e retrabalho associados à variabilidade de materiais não controlada na BOM.

Custo Brasil em Estoque Parado por Defeitos

Quantified: R$50-R$200/m²/mês armazenagem + 18% ICMS sobre valor estocado; 10-30 dias delay por claim

Cálculo de royalties sobre base líquida em vez de base bruta

Quantified: perda direta de ~R$ 7.308,75 por contrato em um faturamento de R$ 500.000,00; em 50 contratos semelhantes, cerca de R$ 365.000,00/ano em royalties não recebidos.[2] Em lógica setorial, diferença de 1–2 p.p. na base de royalties sobre um segmento de ~R$ 3,2 bilhões (conversão dos US$ 580 milhões esportivos) pode representar R$ 32–64 milhões/ano de receita potencialmente não capturada.

Multas por NF-e Rejeitada em Embalagens e Rotulagem

R$75% of tax due per non-compliance (regular penalty); 1-150% range on evaded tax[5]

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