Subutilização e precificação inadequada de serviços de saúde mental cobertos por planos
Definition
A ANS vem ampliando de forma contínua a cobertura obrigatória para transtornos mentais, incluindo aumento de número de sessões de psicoterapia, remoção de limites para alguns diagnósticos e inclusão de novas abordagens no Rol. Muitas clínicas e profissionais de saúde mental mantêm sua grade de serviços e tabela de preços defasada, sem incorporar todas as possibilidades de faturamento ou reembolso oferecidas pelos novos normativos. Exemplos típicos incluem: não cobrança de consultas de retorno dentro de prazos permitidos; não utilização de códigos específicos de avaliação e reavaliação psicológica; não exploração de modalidades coletivas ou multiprofissionais dependendo do contrato. Estudos de consultorias de gestão em saúde suplementar indicam que adequarem-se ao Rol e otimizar o mix de procedimentos pode gerar incremento de 5%–15% na receita de prestadores que hoje só faturam um subconjunto estreito dos códigos. Em uma clínica que fatura R$ 300 mil/mês, isso representa potencial de R$ 15 mil–R$ 45 mil/mês em receita adicional.
Key Findings
- Financial Impact: Quantified: 5%–15% de receita potencial não capturada; ex.: R$ 15.000–R$ 45.000/mês em uma clínica de saúde mental que hoje fatura R$ 300.000/mês via planos, por não explorar todos os códigos cobertos.
- Frequency: Contínua, enquanto a tabela interna de serviços e o modelo de atendimento não forem revisados com base nas normas mais recentes da ANS e nos dados históricos de uso.
- Root Cause: Falta de inteligência sobre Rol da ANS e tabela TUSS; ausência de análise de dados de produção e faturamento; desconhecimento de códigos específicos de avaliação, reavaliação e modalidades de terapias em saúde mental; foco restrito em poucos tipos de atendimento tradicionalmente ofertados.
Why This Matters
The Pitch: Prestadores de saúde mental no Brasil 🇧🇷 costumam deixar de faturar 5%–15% de receita adicional possível por não mapearem todos os códigos e modalidades hoje cobertas pelos planos. Ferramentas que cruzam Rol ANS, tabela TUSS e histórico de atendimentos permitem criar pacotes e códigos corretos, liberando dezenas de milhares de R$ por ano em receita esquecida.
Affected Stakeholders
Diretores clínicos, Gestores financeiros de clínicas de saúde mental, Psicólogos e psiquiatras empreendedores, Consultores de faturamento e convênios
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Financial Impact
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Current Workarounds
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Methodology & Sources
Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.
Evidence Sources:
- https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/assuntos-assistenciais/saude-mental-no-contexto-da-saude-suplementar
- https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/noticias-ans/sala-de-imprensa/noticias-ans/ans-garante-ampliacao-de-cobertura-para-transtornos-mentais
- https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/assuntos-assistenciais/qualiss/projeto-piloto-saude-mental
Related Business Risks
Glosas e negativas por erros em códigos de saúde mental (TUSS/CID/CBHPM)
Atraso no recebimento por inconformidades em guias TISS de saúde mental
Risco de multas e sanções da ANS por falhas na submissão de informações assistenciais em saúde mental
Baixa produtividade administrativa na digitação manual de guias TISS para atendimentos de saúde mental
Vazamento de Receita em Coordenação de Cuidados
Sobrecusto em Coordenação com Atenção Primária
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