🇧🇷Brazil

Perda de receita por uso de códigos estrangeiros (CPT) fora da TUSS/RNPF

5 verified sources

Definition

A Resolução COFFITO nº 367/2009 institui o Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos (RNPF) como instrumento básico para caracterização do trabalho do fisioterapeuta, com índices mínimos de remuneração, servindo de parâmetro econômico e deontológico para o Sistema de Saúde Brasileiro.[2] Planos públicos e privados, como tabelas de convênios da administração pública (PF-Saúde, STJ, etc.), utilizam tabelas próprias alinhadas a códigos nacionais (TUSS/RNPF) para autorizar e pagar sessões de fisioterapia, limitando número de sessões e valores por procedimento.[2][3][5] Clínicas que copiam práticas americanas e usam códigos CPT (97010, 97161, 97530 etc.) em seus sistemas de prontuário e faturamento, sem devida conversão para TUSS/RNPF, tendem a sofrer glosas sistemáticas: a sessão é realizada, mas o convênio rejeita a cobrança por código inválido, resultando em perda integral da receita daquela sessão. Como o RNPF estabelece índices mínimos de remuneração por código brasileiro (ex.: plantão em UTI, atendimento domiciliar, níveis de complexidade), qualquer sessão lançada fora da referência oficial deixa de ser monetizada.[2] Em clínicas com 300–600 atendimentos/mês, a perda por 5–15% de glosa silenciosa por código incorreto pode alcançar milhares de reais mensais.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified (lógico): se a clínica realiza 400 sessões/mês a R$ 80 (referencial mínimo próximo para atendimentos ambulatoriais em tabelas públicas/privadas)[2][3][5], e 10% são glosadas por uso de código CPT não reconhecido, a perda direta é de 40 sessões x R$ 80 = R$ 3.200/mês, ou cerca de R$ 38.000/ano.
  • Frequency: Recorrente mensal em clínicas que adotam prontuários e modelos de faturamento baseados em CPT sem mapeamento para TUSS/RNPF, sobretudo em redes que seguem materiais estrangeiros de fisioterapia.
  • Root Cause: Adoção de códigos CPT de fisioterapia (séries 97000, 97161–97164, 97530 etc.) importados de literatura e sistemas estrangeiros[1], sem integração ou conversão automática para os códigos nacionais da TUSS/RNPF definidos por COFFITO e usados pelos pagadores no Brasil.[2] Falta de alinhamento entre prontuário clínico e módulo de faturamento, ausência de regras de validação por convênio e desconhecimento da obrigatoriedade de uso de tabelas nacionais para cobrança.

Why This Matters

The Pitch: Clínicas de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia no Brasil 🇧🇷 desperdiçam facilmente R$ 3.000–R$ 10.000 por mês em sessões não pagas por erro de codificação (CPT vs TUSS/RNPF). Automação do mapeamento de códigos e validação antes do envio de guias elimina essa perda direta de receita.

Affected Stakeholders

Fisioterapeutas, Terapeutas ocupacionais, Fonoaudiólogos (terapia da fala), Faturistas de clínicas, Gestores de clínicas de reabilitação, Contadores terceirizados de clínicas de saúde

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

Financial data and detailed analysis available with full access. Unlock to see exact figures, evidence sources, and actionable insights.

Unlock to reveal

Current Workarounds

Financial data and detailed analysis available with full access. Unlock to see exact figures, evidence sources, and actionable insights.

Unlock to reveal

Get Solutions for This Problem

Full report with actionable solutions

$99$39
  • Solutions for this specific pain
  • Solutions for all 15 industry pains
  • Where to find first clients
  • Pricing & launch costs
Get Solutions Report

Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Glosas e não pagamento por extrapolação de limites de sessões sem controle automatizado

Quantified (lógico): se um plano limita a 10 sessões/mês e a clínica, sem controle automatizado, realiza em média 12 sessões/mês por 20 pacientes, 2 sessões excedentes por paciente (40 no mês) tendem a ser glosadas. Considerando R$ 80 por sessão, isso representa 40 x R$ 80 = R$ 3.200/mês em receitas não recebidas, ou aproximadamente R$ 38.000/ano por clínica.[3]

Atraso no recebimento por divergência entre laudo clínico e codificação RNPF/TUSS

Quantified (lógico): se a clínica fatura R$ 150.000/mês em terapias e 20% desse valor (R$ 30.000) sofre atraso médio adicional de 20 dias por glosas técnicas ligadas a codificação/documentação, o custo financeiro (considerando custo de capital de 1% ao mês) equivale a aproximadamente R$ 200–R$ 300/mês em custo de capital, além de 10–20 horas/mês de equipe dedicadas a reanálises e reenvios (equivalente a ~R$ 500–R$ 1.000 em custo de pessoal).

Perdas por Má Gestão de Estoque de Equipamentos

R$10,000+ anual em compras desnecessárias por estoque excessivo

Tempo Perdido em Inventários Manuais

40 horas/mês em rastreamento manual de equipamentos

Desvio e Perda de Inventário por Falta de Controle

2-5% do valor total do estoque em perdas anuais (R$5,000-R$20,000 para clínicas médias)

Atraso no Reembolso por Falta de Autorização Prévia

R$5.000-R$20.000/mês em reembolsos negados (estimado 10-20 sessões/semana a R$100-R$200/sessão sem pagamento)

Request Deep Analysis

🇧🇷 Be first to access this market's intelligence