Glosas e não pagamento por extrapolação de limites de sessões sem controle automatizado
Definition
Tabelas de procedimentos e manuais de planos públicos brasileiros definem limites explícitos de quantidade de sessões de fisioterapia por período e condicionam a autorização ao cumprimento desses limites.[3] Documento de PF‑Saúde, por exemplo, estabelece que o tratamento fisioterápico fica limitado a 10 sessões por mês, no máximo de 40 por ano civil, realizadas por profissionais habilitados e mediante indicação médica, com exceções apenas para casos crônicos ou beneficiários excepcionais.[3] Tabelas de honorários de outros órgãos, como o STJ, também definem regras de conversão e uso de novos códigos para atendimentos em curso, o que implica necessidade de controle preciso de autorizações por código.[5] Na prática, muitas clínicas controlam esses limites em planilhas ou papel e apenas conferem na hora do faturamento. Quando o número de sessões lançadas ultrapassa o permitido pela operadora, as guias são parcial ou totalmente glosadas, resultando na não remuneração de sessões efetivamente prestadas. Em um cenário em que o valor da sessão segue referenciais mínimos (R$ 70–R$ 120 em tabelas públicas/privadas), a perda por paciente que ultrapassa o limite sem autorização pode chegar a centenas de reais por mês, multiplicando-se em clínicas com grande volume de atendimento.
Key Findings
- Financial Impact: Quantified (lógico): se um plano limita a 10 sessões/mês e a clínica, sem controle automatizado, realiza em média 12 sessões/mês por 20 pacientes, 2 sessões excedentes por paciente (40 no mês) tendem a ser glosadas. Considerando R$ 80 por sessão, isso representa 40 x R$ 80 = R$ 3.200/mês em receitas não recebidas, ou aproximadamente R$ 38.000/ano por clínica.[3]
- Frequency: Mensal, com maior incidência em clínicas de médio a grande porte que atendem muitos beneficiários de planos com regras de limite anual/mensal de fisioterapia.
- Root Cause: Regras de limite de sessões e necessidade de autorização prévia definidas em manuais e tabelas de planos de saúde (públicos e privados), como PF‑Saúde, que limitam sessões por mês e por ano.[3] Ausência de integração entre agenda, prontuário e módulo de faturamento para bloquear ou alertar quando o limite de sessões autorizado é atingido. Processos manuais de conferência de guias e desconhecimento das atualizações de regras dos convênios (tabelas e normas revisadas periodicamente).[3][5]
Why This Matters
The Pitch: Prestadores de fisioterapia e reabilitação no Brasil 🇧🇷 perdem R$ 1.600–R$ 6.400 por mês em sessões realizadas além do limite contratual e não pagas. Automação do controle de elegibilidade e do limite de sessões por beneficiário reduz essas glosas a quase zero.
Affected Stakeholders
Fisioterapeutas, Terapeutas ocupacionais, Fonoaudiólogos, Responsáveis de autorização de convênios nas clínicas, Faturistas e analistas de contas médicas, Gestores financeiros de clínicas de reabilitação
Deep Analysis (Premium)
Financial Impact
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Current Workarounds
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Methodology & Sources
Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.
Evidence Sources:
- https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/pf-saude/documentos-credenciamento/tabela-propria-pf-saude-procedimentos-medicos-paramedicos-e-fisioterapicos.pdf
- https://www.stj.jus.br/sites/portalp/SiteAssets/Paginas/Sob-medida/Publico-interno/Pro-Ser/Informacoes-aos-credenciados/Tabela%20de%20honor%C3%A1rios%20-%20Fisioterapia.pdf
- https://crefito1.org.br/juridico/procedimentos/
Related Business Risks
Perda de receita por uso de códigos estrangeiros (CPT) fora da TUSS/RNPF
Atraso no recebimento por divergência entre laudo clínico e codificação RNPF/TUSS
Perdas por Má Gestão de Estoque de Equipamentos
Tempo Perdido em Inventários Manuais
Desvio e Perda de Inventário por Falta de Controle
Atraso no Reembolso por Falta de Autorização Prévia
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