Penalidades contratuais por desequilíbrios de entrega identificados pelo SCADA
Definition
O case de supervisão comercial em tempo real da Petrobras mostra explicitamente que a integração entre SCADA, modelo hidráulico e sistema de embarcador foi implementada para "rapidamente identificar condições que poderiam gerar penalidades" contratuais.[1] Em contratos de transporte de gás no modelo ship-or-pay/take-or-pay, desequilíbrios diários e excedentes de capacidade costumam ser punidos com cobranças adicionais, tarifas de desequilíbrio e até perda de flexibilidade contratual. Em operações similares na Europa e América do Norte, taxas de desequilíbrio de 5–20% sobre o valor do gás desequilibrado são comuns; por lógica, operadores brasileiros com grandes volumes (p.ex. 300 milhões ft³/dia em redes do Nordeste e 706 milhões ft³/dia no Sudeste[1]) podem incorrer em penalidades de R$ 1–5 milhões/ano se não controlarem de perto os perfis de carga. A ausência de previsão automática de demanda e a dependência de planilhas manuais para programar injeções e entregas amplia a chance de desbalanceamentos diários, especialmente em sistemas com múltiplos pontos de entrega e variação de consumo.[1]
Key Findings
- Financial Impact: Quantified: logic-based — assumindo 0,05–0,2% do valor anual de transporte de gás pago em penalidades de desequilíbrio, para redes que movimentam >R$ 1–3 bilhões/ano em gás, isso equivale a cerca de R$ 1–5 milhões/ano em multas e ajustes contratuais por operador.
- Frequency: Recorrente, tipicamente diária ou mensal, conforme ciclos de medição, fechamento de balanço e regras contratuais de equilíbrio de rede.
- Root Cause: Ausência de supervisão comercial em tempo real antes do fechamento da medição; falta de integração entre previsões de carga, modelo hidráulico e SCADA; processos de programação e nominação feitos manualmente e com baixa granularidade temporal.[1]
Why This Matters
The Pitch: Operadores e embarcadores de gás no Brasil 🇧🇷 pagam milhões em penalidades de balanceamento e ajustes de contrato por não preverem e corrigirem desequilíbrios identificados tardiamente. Automação de previsão de carga, integração SCADA–modelo hidráulico–sistema comercial reduz essas multas e melhora o aproveitamento contratual.
Affected Stakeholders
Gerente Comercial de Gás, Coordenador de Programação / Nominação de Gás, Gerente de Operações de Transporte, Tesouraria / Planejamento de Fluxo de Caixa, Diretor de Clientes (distribuidoras e grandes consumidores)
Deep Analysis (Premium)
Financial Impact
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Current Workarounds
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Methodology & Sources
Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.
Evidence Sources:
- https://www.emerson.com/documents/automation/real-time-commercial-supervision-at-petrobras-en-us-108420.pdf
- https://www.atmosi.com/en/news-events/news/atmos-international-appointed-as-pipeline-simulation-experts-for-nova-transportadora-do-sudeste-nts/
- https://www.aveva.com/en/products/enterprise-scada/
Related Business Risks
Perdas de gás não faturado por falhas de detecção de vazamento
Custos operacionais excessivos com patrulha física por falta de monitoramento remoto eficiente
Perdas por furtos e derivações clandestinas de dutos detectadas tardiamente
Erros de decisão operacional por falta de integração entre SCADA e modelo comercial
Custos operacionais elevados com calibração e manutenção de skids de medição de transferência de custódia
Risco de penalidades contratuais e litígios por falhas na medição de transferência de custódia
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