🇧🇷Brazil

Perda de margem por erro na relação gasolina x etanol (mix flex mal otimizado)

2 verified sources

Definition

O mercado brasileiro de combustíveis tem frota leve com cerca de 85% de veículos flex, e o consumo de gasolina C deve chegar a cerca de 46,7 bilhões de litros em 2025, alta de 5% sobre 2024.[2][7] A relação de competitividade (regra dos ~70%) entre preço do etanol hidratado e da gasolina leva o consumidor flex a trocar de combustível com base em centavos de diferença. Sem monitoramento estruturado de preço de concorrentes e simulação de margem por produto, o posto pode manter o etanol em patamar pouco competitivo, perdendo volume para a gasolina em momentos em que o etanol seria mais lucrativo, ou o inverso, reduzindo o ticket médio de margem. Essa ineficiência de precificação entre dois produtos substitutos diretos em um mercado de bilhões de litros gera vazamento de receita consistente.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified (lógica): Em um posto vendendo 60.000 litros/mês de etanol + 140.000 litros/mês de gasolina, perda média de 0,03–0,05 ponto de margem efetiva por litro devido a mix inadequado implica R$6.000–R$10.000/mês (≈R$72.000–R$120.000/ano) em margem não capturada.
  • Frequency: Contínua, com maior impacto em períodos de forte oscilação relativa de preços entre gasolina C e etanol e safra de cana.
  • Root Cause: Ausência de modelo de elasticidade de demanda por combustível flex; decisões manuais baseadas apenas em preço de custo sem simular volume esperado por produto; falta de dados estruturados de preços e volumes históricos por tipo de combustível para calibrar estratégia de preço local.

Why This Matters

The Pitch: Postos de combustíveis no Brasil 🇧🇷 com alta venda para veículos flex deixam de capturar 2–4 pontos de margem ao não otimizar preços entre gasolina e etanol em função do cenário local. Algoritmos que consideram preço relativo, consumo médio e concorrentes podem recuperar dezenas de milhares de reais por ano por posto.

Affected Stakeholders

Proprietário de posto, Gerente de operações, Analista de pricing comercial da rede, Planejamento comercial em distribuidoras

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Preço defasado na bomba por atraso em repassar reajustes da Petrobras

Quantified (lógica): Posto de 200 mil litros/mês. Reajuste de custo de +R$0,20/litro não repassado por 3 dias (20.000 litros/dia × 3 dias) gera perda de margem de ~R$12.000 por evento. Com 6–8 movimentos relevantes de preço/ano, o vazamento chega a R$72.000–R$96.000/ano por posto.

Erro de posicionamento de preço em relação à concorrência local

Quantified (lógica): Posto vendendo 200.000 litros/mês. Se ficar em média R$0,05/litro abaixo do nível ótimo de preço por 10 dias/mês, perde R$1.000/dia em margem (20.000 litros/dia), ou ~R$10.000/mês (R$120.000/ano). Alternativamente, se ficar R$0,10 acima do mercado e perder 10% de volume, deixa de vender 20.000 litros/mês, com margem unitária de R$0,40, ou R$8.000/mês em contribuição perdida.

Perda de vendas por fila excessiva em períodos de preço promocional ou abaixo da concorrência

Quantified (lógica): Posto com potencial de vender 8.000 litros/dia em horário de pico. Se filas e desistências cortam 10% do volume nesses períodos, perde 800 litros/dia. Com margem média de R$0,40/litro, isso representa ~R$320/dia, ou ~R$9.600/mês e R$115.000/ano em vendas não realizadas.

Multas por Falha na Verificação de Idade em Produtos Restritos

R$50 milhões por violação (até 10% da receita brasileira)

Perdas por Venda Irregular de Tabaco e Álcool a Menores

R$2.000-R$10.000 por confisco de estoque + multas municipais

Perda de Capacidade por Atrasos na Verificação Manual

R$500-R$2.000/dia por posto em vendas perdidas (2-5% ticket médio)

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