🇧🇷Brazil

Excesso de estoque, obsolescência e descontos forçados por canal

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Definition

O mercado brasileiro de equipamentos e artigos esportivos gira em torno de US$ 11,5 bilhões,[4] com forte presença de itens de moda (camisetas de time, chuteiras, sneakers, coleções sazonais). Em operações omnichannel, o desequilíbrio entre o que é enviado a cada grande rede (Centauro, Decathlon, Netshoes, varejistas regionais) e o real giro daquele mix gera volumes elevados de estoque encalhado em certos canais. Grandes varejistas como Centauro e Decathlon vêm adotando RFID e sistemas automatizados justamente para melhorar a rotação de estoque e visibilidade do fluxo de mercadorias.[1][5][7][8] Em empresas que ainda atuam sem essa visibilidade, volumes errados acabam sendo empurrados para canais com menor demanda ou menor aderência de tamanho/cor, levando a: (i) remarcações agressivas (30–50% de desconto) ao final da temporada; (ii) devoluções de varejistas com cláusulas de retorno; (iii) necessidade de vender para atacadistas de ponta de estoque abaixo do custo total. Boas práticas de varejo e estudos de inventário indicam que, em segmentos de moda esportiva, entre 10–20% do estoque pode ser liquidado com descontos relevantes ao fim da coleção; se parte disso é fruto de alocação defeituosa entre canais, é razoável atribuir 3–7% da receita como custo de obsolescência evitável via melhor planejamento por canal.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified: 3–7% da receita em custos de obsolescência e descontos desnecessários; em um fabricante com R$250 milhões/ano, isso equivale a R$7,5–17,5 milhões/ano em margens perdidas e baixas de estoque.
  • Frequency: Recorrente a cada ciclo de coleção (2–4 vezes ao ano), com picos em fim de temporada de futebol e grandes eventos esportivos.
  • Root Cause: Planejamento de demanda feito agregado para o Brasil sem granularidade por canal/varejista; falta de integração com dados de sell-out de grandes redes; ausência de algoritmos de otimização de alocação; restrições de capacidade de armazenagem em CDs que levam a decisões de empurrar estoque para qualquer canal disponível; baixa acurácia de inventário que impede realocação rápida.

Why This Matters

The Pitch: Fabricantes de artigos esportivos no Brasil 🇧🇷 imobilizam R$10–30 milhões/ano em estoque parado por canal e queimam mais 5–10% de margem em remarcações. Otimizar alocação por varejista com dados de sell-out reduz obsolescência e melhora o giro.

Affected Stakeholders

Diretor de Supply Chain, Diretor Financeiro (CFO), Gerente de Planejamento (S&OP), Gerente de Produto / Merchandising, Gerente de Contas Chave (Key Account), Controladoria / Contador de Estoques

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Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Ruptura de estoque e falta de visibilidade por canal

Quantified: perda de 2–5% da receita anual; em um fabricante com R$250 milhões/ano, isso representa R$5–12,5 milhões/ano em vendas não capturadas e descontos para queima de estoque.

Perda de capacidade logística e atrasos de entrega por remanejamentos manuais de estoque

Quantified: 1–2% da receita em custos logísticos adicionais e capacidade ociosa; para R$250 milhões/ano, perda de R$2,5–5 milhões/ano, além de 5.000–15.000 horas/ano de operação em remanejamentos internos.

Erros de decisão na política de abastecimento entre canais e varejistas

Quantified: erosão de 1–3 pontos percentuais de margem; em receita de R$250 milhões/ano com margem alvo de 35%, isso representa R$2,5–7,5 milhões/ano de margem bruta perdida por decisões de alocação e canal ineficientes.

Perdas por divergências de estoque e possíveis desvios na interface fabricante–varejista

Quantified: 0,5–1,5% da receita em perdas de estoque e ajustes; para R$250 milhões/ano, entre R$1,25–3,75 milhões/ano de perdas potenciais ligadas à falta de rastreabilidade por canal/varejista.

Custo Brasil em Estoque Parado por Defeitos

Quantified: R$50-R$200/m²/mês armazenagem + 18% ICMS sobre valor estocado; 10-30 dias delay por claim

Cálculo de royalties sobre base líquida em vez de base bruta

Quantified: perda direta de ~R$ 7.308,75 por contrato em um faturamento de R$ 500.000,00; em 50 contratos semelhantes, cerca de R$ 365.000,00/ano em royalties não recebidos.[2] Em lógica setorial, diferença de 1–2 p.p. na base de royalties sobre um segmento de ~R$ 3,2 bilhões (conversão dos US$ 580 milhões esportivos) pode representar R$ 32–64 milhões/ano de receita potencialmente não capturada.

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