🇧🇷Brazil

Erros de decisão na política de abastecimento entre canais e varejistas

5 verified sources

Definition

O mercado brasileiro de artigos esportivos é competitivo, com players globais e locais (Nike do Brasil, Adidas do Brasil, Puma Brasil, Decathlon Brasil, Centauro, Netshoes, etc.) disputando espaço em múltiplos canais.[4] A falta de visibilidade integrada de estoque e vendas ao longo da cadeia levou grandes varejistas como Centauro e Decathlon a investirem em RFID e sistemas automatizados para melhorar a tomada de decisão e execução omnichannel.[1][5][7][8] Fabricantes que ainda não possuem essa visibilidade por canal e varejista tomam decisões de alocação e abastecimento baseadas apenas em dados de sell-in (o que foi faturado) em vez de sell-out (o que efetivamente vendeu ao consumidor), o que resulta em: (i) priorização de canais com alto volume, mas baixa rentabilidade líquida (descontos agressivos, altas verbas de trade); (ii) subabastecimento de canais digitais em crescimento;[2][4] (iii) concessão de condições comerciais desfavoráveis para limpar estoques parados em determinados varejistas. Esses erros reduzem margem global e comprometem o posicionamento de marca, gerando custos indiretos por perda de share em categorias-chave. Em termos financeiros, se parte da margem bruta é erodida por decisões de mix e canal equivocadas, estimar a perda em 1–3 pontos percentuais de margem sobre a receita é conservador.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified: erosão de 1–3 pontos percentuais de margem; em receita de R$250 milhões/ano com margem alvo de 35%, isso representa R$2,5–7,5 milhões/ano de margem bruta perdida por decisões de alocação e canal ineficientes.
  • Frequency: Cíclica (a cada ciclo de planejamento S&OP, lançamentos de coleção e negociações anuais com grandes redes), com impacto contínuo no ano seguinte.
  • Root Cause: Ausência de integração de dados de sell-out de grandes varejistas; sistemas legados que não permitem análises por canal/varejista/produto em granularidade adequada; foco em volume (sell-in) em detrimento de rentabilidade por canal; conflitos entre metas comerciais e metas de margem; falta de ferramentas de análise preditiva e de simulação de cenários de alocação.

Why This Matters

The Pitch: Fabricantes de artigos esportivos no Brasil 🇧🇷 perdem 1–3 pontos de margem e participação de mercado ao superabastecer canais menos rentáveis e subabastecer canais estratégicos. Sistemas analíticos que integram sell-in e sell-out por varejista guiam decisões mais lucrativas.

Affected Stakeholders

Diretor Comercial, Diretor de Trade Marketing, Gerente de Planejamento Comercial, Gerente de Contas Chave (Key Account Managers para grandes redes), Diretor de Marketing, CFO / Controladoria

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Ruptura de estoque e falta de visibilidade por canal

Quantified: perda de 2–5% da receita anual; em um fabricante com R$250 milhões/ano, isso representa R$5–12,5 milhões/ano em vendas não capturadas e descontos para queima de estoque.

Excesso de estoque, obsolescência e descontos forçados por canal

Quantified: 3–7% da receita em custos de obsolescência e descontos desnecessários; em um fabricante com R$250 milhões/ano, isso equivale a R$7,5–17,5 milhões/ano em margens perdidas e baixas de estoque.

Perda de capacidade logística e atrasos de entrega por remanejamentos manuais de estoque

Quantified: 1–2% da receita em custos logísticos adicionais e capacidade ociosa; para R$250 milhões/ano, perda de R$2,5–5 milhões/ano, além de 5.000–15.000 horas/ano de operação em remanejamentos internos.

Perdas por divergências de estoque e possíveis desvios na interface fabricante–varejista

Quantified: 0,5–1,5% da receita em perdas de estoque e ajustes; para R$250 milhões/ano, entre R$1,25–3,75 milhões/ano de perdas potenciais ligadas à falta de rastreabilidade por canal/varejista.

Custo Brasil em Estoque Parado por Defeitos

Quantified: R$50-R$200/m²/mês armazenagem + 18% ICMS sobre valor estocado; 10-30 dias delay por claim

Cálculo de royalties sobre base líquida em vez de base bruta

Quantified: perda direta de ~R$ 7.308,75 por contrato em um faturamento de R$ 500.000,00; em 50 contratos semelhantes, cerca de R$ 365.000,00/ano em royalties não recebidos.[2] Em lógica setorial, diferença de 1–2 p.p. na base de royalties sobre um segmento de ~R$ 3,2 bilhões (conversão dos US$ 580 milhões esportivos) pode representar R$ 32–64 milhões/ano de receita potencialmente não capturada.

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