🇧🇷Brazil

Perdas por divergências de estoque e possíveis desvios na interface fabricante–varejista

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Definition

Estudos de caso de grandes varejistas esportivos no Brasil mostram que a adoção de RFID teve como objetivo principal aumentar a visibilidade e acurácia do inventário, com leitura massiva de itens e rastreamento ponta a ponta do fluxo de mercadorias.[1][5][7][8] Quando essa visibilidade falta no lado do fabricante, surgem divergências entre o que foi faturado (NF-e), o que o varejista declara ter recebido e o que está disponível para venda por canal. Em operações complexas com múltiplos CDs e canais (lojas, franquias, e-commerce, marketplaces), conferências manuais de notas, romaneios e inventários parciais geram: (i) ajustes frequentes de estoque com baixa rastreabilidade; (ii) disputas com varejistas sobre quantidades recebidas; (iii) riscos de desvios internos (furtos, erros de separação, trocas de códigos) não detectados a tempo. O varejo em geral no Brasil convive com taxas de perda (quebra desconhecida) na ordem de 1–2% do faturamento; em fabricantes com menor exposição ao PDV final mas forte interface com grandes redes, é razoável assumir perdas de 0,5–1,5% associadas a divergências de estoque, erros de conferência e possíveis abusos na cadeia.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified: 0,5–1,5% da receita em perdas de estoque e ajustes; para R$250 milhões/ano, entre R$1,25–3,75 milhões/ano de perdas potenciais ligadas à falta de rastreabilidade por canal/varejista.
  • Frequency: Recurrente, aparecendo em inventários cíclicos, auditorias internas e reconciliações trimestrais/anuais com grandes clientes.
  • Root Cause: Inventários por amostragem em vez de contagem por item; sistemas que não capturam localização e movimentações por unidade; processos de conferência de mercadorias baseados em papel/RFID inexistente; múltiplos códigos internos/externos por SKU; falta de segregação de funções adequada na logística e na área comercial.

Why This Matters

The Pitch: Fabricantes de artigos esportivos no Brasil 🇧🇷 podem estar perdendo 0,5–1,5% da receita em divergências de estoque e ajustes manuais nas operações por canal. Implementar rastreabilidade por RFID e reconciliação automática por varejista reduz perdas e disputas comerciais.

Affected Stakeholders

Diretor de Supply Chain, Gerente de Logística, Gerente de Controladoria / Auditoria Interna, Gerente de Contas Chave, Compliance / Controles Internos

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Ruptura de estoque e falta de visibilidade por canal

Quantified: perda de 2–5% da receita anual; em um fabricante com R$250 milhões/ano, isso representa R$5–12,5 milhões/ano em vendas não capturadas e descontos para queima de estoque.

Excesso de estoque, obsolescência e descontos forçados por canal

Quantified: 3–7% da receita em custos de obsolescência e descontos desnecessários; em um fabricante com R$250 milhões/ano, isso equivale a R$7,5–17,5 milhões/ano em margens perdidas e baixas de estoque.

Perda de capacidade logística e atrasos de entrega por remanejamentos manuais de estoque

Quantified: 1–2% da receita em custos logísticos adicionais e capacidade ociosa; para R$250 milhões/ano, perda de R$2,5–5 milhões/ano, além de 5.000–15.000 horas/ano de operação em remanejamentos internos.

Erros de decisão na política de abastecimento entre canais e varejistas

Quantified: erosão de 1–3 pontos percentuais de margem; em receita de R$250 milhões/ano com margem alvo de 35%, isso representa R$2,5–7,5 milhões/ano de margem bruta perdida por decisões de alocação e canal ineficientes.

Custo Brasil em Estoque Parado por Defeitos

Quantified: R$50-R$200/m²/mês armazenagem + 18% ICMS sobre valor estocado; 10-30 dias delay por claim

Cálculo de royalties sobre base líquida em vez de base bruta

Quantified: perda direta de ~R$ 7.308,75 por contrato em um faturamento de R$ 500.000,00; em 50 contratos semelhantes, cerca de R$ 365.000,00/ano em royalties não recebidos.[2] Em lógica setorial, diferença de 1–2 p.p. na base de royalties sobre um segmento de ~R$ 3,2 bilhões (conversão dos US$ 580 milhões esportivos) pode representar R$ 32–64 milhões/ano de receita potencialmente não capturada.

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