🇧🇷Brazil

Glosas de operadoras por divergência entre relatório médico, plano de cuidados e cobrança de home care

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Definition

A RN 465/2021 da ANS determina que, quando a operadora oferece internação domiciliar em substituição à hospitalar, deve cumprir exigências da ANVISA e garantir todas as coberturas previstas para internação hospitalar, com base em indicação médica documentada.[1] A negativa ou limitação de cobertura tem gerado litígios, e a jurisprudência do STJ reforça que, havendo indicação médica e previsão de internação hospitalar, o plano deve custear o home care.[1] Isso faz com que operadoras intensifiquem auditoria de coerência entre relatório médico, plano de cuidado (frequência de visitas, profissionais, insumos) e as contas apresentadas. Cada inconsistência entre quantidade de visitas/insumos prescritos, evolução de enfermagem e o que foi cobrado gera glosa parcial ou total do dia faturado. Em contratos típicos de home care com diárias de R$400–R$1.200, glosas de 5–10 dias por mês em um único paciente podem representar R$2.000–R$12.000/mês em receita perdida; replicado em carteiras de 10–20 pacientes de alta complexidade, isso escala para dezenas de milhares de reais/ano (estimativa lógica, compatível com valores de diárias praticadas em home care hospitalar equivalente).

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified (lógica): 5–15% do faturamento de home care pode ser glosado em carteiras mal documentadas; em R$1.000.000/ano de contratos com operadoras, a perda gira em torno de R$50.000–R$150.000/ano por divergências entre plano de cuidados, execução e cobrança.
  • Frequency: Mensal, no ciclo de faturamento TISS com operadoras de planos de saúde.
  • Root Cause: Plano de cuidados não atualizado quando o médico altera prescrição; ausência de conferência automática entre ordens médicas, registros de enfermagem e itens cobrados; documentação assistencial dispersa em diferentes sistemas ou em papel; conhecimento insuficiente dos requisitos específicos de cobertura de home care das operadoras (por exemplo, exigência de laudos e relatórios periódicos).

Why This Matters

The Pitch: Prestadores de home care no Brasil 🇧🇷 frequentemente perdem R$30.000–R$150.000/ano em glosas por inconsistências entre ordens médicas, plano de cuidado e cobrança. Automação do vínculo entre prescrição, checklist de execução e contas médicas reduz glosas em 20–40%.

Affected Stakeholders

Médico prescritor, Enfermeiro responsável técnico, Equipe de faturamento e contas médicas, Auditoria interna, Gestor de contratos com operadoras

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Perda de faturamento por prescrição médica incompleta ou não registrada no plano de cuidados

Quantified (lógica): 2–5% da receita anual de home care; em uma carteira de R$4.000.000/ano isso representa R$80.000–R$200.000 em serviços prestados e não faturados por falhas de registro de ordens médicas e atualização do plano de cuidados.

Atraso no recebimento por demora na elaboração e atualização do plano de cuidados exigido para autorização de home care

Quantified (lógica): atraso de 3–5 dias de autorização por ciclo, em diárias de R$400–R$1.200, gera R$1.200–R$6.000 de receita atrasada por paciente/ano; em 10 pacientes, R$12.000–R$60.000/ano de time-to-cash drag causado por documentação manual do plano de cuidados.

Reinternações e complicações por falhas no plano de cuidados domiciliares aumentando custos assistenciais

Quantified (lógica): cada reinternação hospitalar evitável por falha de plano de cuidados pode acrescentar R$1.000–R$4.000 em custos de diárias hospitalares e transporte, além de perda de 5–10 dias de faturamento de home care (R$2.000–R$12.000 de receita potencial não auferida), por paciente/episódio.

Risco jurídico e indenizações por negativa indevida ou interrupção de home care por falhas na documentação do plano de cuidados

Quantified (lógica com base em jurisprudência típica): R$20.000–R$100.000 por ação judicial envolvendo home care, somando custeio do tratamento domiciliar por meses (R$3.000–R$10.000/mês) mais danos morais de R$5.000–R$30.000, em casos de negativa ou interrupção indevida respaldada por documentação assistencial insuficiente.

Perda de Clientes por Demora em Autorização

R$5.000-15.000 por cliente perdido; 20% churn rate em intake

Serviços Não Faturados por Falha em Autorização

R$300-800 por visita não faturada; 5% unbilled services

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