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Retrabalho administrativo e horas extras no processo de autorização prévia

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Definition

O processo de autorização prévia exige que hospitais coletem informações detalhadas (CID, indicação clínica, exames prévios, código de procedimento, materiais e OPME previstos) para submeter às operadoras. Em muitos hospitais brasileiros, isso é feito por telefone, e‑mail e portais não integrados, com digitação manual das mesmas informações em múltiplos sistemas (prontuário, planilha de controle, portal da operadora, sistema de faturamento). Quando a autorização é concedida com restrições ou solicitações de ajuste, a equipe precisa refazer guias, recontatar médicos para justificativas e reenviar anexos, gerando retrabalho. Consultorias de eficiência em saúde e fornecedores de automação de workflow relatam que a automação de processos administrativos em saúde reduz significativamente o tempo gasto em tarefas repetitivas e erros de digitação, permitindo diminuição de quadros administrativos ou absorção de maiores volumes sem aumento de headcount. Com base em benchmarks de automação em saúde, é razoável assumir que um hospital de médio porte, com 10 mil autorizações/mês, gaste de 5 a 10 minutos em retrabalho por autorização (chamadas adicionais, reenvio de documentos, correções), o que equivale a 833 a 1.666 horas/mês. Considerando um custo médio de R$ 25/hora (encargos incluídos) para pessoal administrativo, isso representa R$ 20,8 mil a R$ 41,6 mil/mês em custo de retrabalho potencialmente endereçável por automação.

Key Findings

  • Financial Impact: Quantified (lógico com base em horas e custo de pessoal): retrabalho de 5–10 minutos por autorização, em um volume de 10.000 autorizações/mês, gera ~833–1.666 horas/mês. A R$ 25/hora, o custo varia de R$ 20.825 a R$ 41.650/mês (R$ 249.900 a R$ 499.800/ano) em um hospital de médio porte; em redes com múltiplas unidades, o valor escala proporcionalmente.
  • Frequency: Diária, em todos os atendimentos que exigem autorização prévia, com picos em períodos de maior volume de cirurgias e exames eletivos.
  • Root Cause: Processos manuais de preenchimento de guias e portais; falta de integração entre EHR/EMR, sistema de faturamento e portais de operadoras; ausência de validações automáticas de elegibilidade e regras de cobertura antes do envio; mudanças contratuais e de rol da ANS sem atualização automática de regras; baixa padronização de fluxos entre diferentes operadoras.

Why This Matters

The Pitch: Hospitais no Brasil 🇧🇷 gastam centenas a milhares de horas de trabalho por mês em retrabalho ligado à autorização prévia. Automação de captura de dados, preenchimento de guias TISS e integração com portais de operadoras reduz a necessidade de FTEs e horas extras, liberando R$ 50 mil a R$ 300 mil/ano em custos administrativos por unidade.

Affected Stakeholders

Equipe de autorização de convênios, Analistas de faturamento, Gestores de receita (revenue cycle), Coordenadores administrativos, Diretores financeiros

Deep Analysis (Premium)

Financial Impact

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Current Workarounds

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Methodology & Sources

Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.

Evidence Sources:

Related Business Risks

Glosas e atrasos de pagamento por falhas na autorização prévia

Quantified (lógico com base em padrões de mercado): glosas administrativas ligadas a autorização prévia em torno de 1% a 4% do faturamento hospitalar de planos de saúde (dentro de um total de 3% a 10% de glosas). Exemplo: hospital com R$ 20 milhões/mês em contas para planos pode perder R$ 200 mil a R$ 800 mil/mês em glosas relacionadas a autorização prévia, das quais ~30% (R$ 60 mil a R$ 240 mil/mês) tendem a virar perda definitiva. Além disso, cada conta glosada consome 15–30 minutos de trabalho de faturamento, podendo significar 200–400 horas/mês em hospitais de grande porte.

Perda de capacidade e cancelamentos por demora na autorização prévia

Quantified (lógico com base em padrões de capacidade): se um centro cirúrgico com receita média de R$ 15 mil por sala/dia perde 10% de capacidade por cancelamentos e atrasos de autorização prévia, isso equivale a R$ 1,5 mil/dia por sala. Em um hospital com 6 salas operando 25 dias/mês, a perda potencial chega a ~R$ 225 mil/mês. Em diagnóstico por imagem, um equipamento de ressonância magnética faturando R$ 3 mil por exame, com 10 exames/dia, que perde 1 exame/dia por falhas no fluxo de autorização (10% de perda) deixa de faturar cerca de R$ 60 mil/mês por máquina.

Perda de faturamento por serviços realizados sem autorização formal ou fora do escopo autorizado

Quantified (lógico com base em percentuais de receita): perda de 0,5% a 2% da receita hospitalar por serviços relacionados a falhas de autorização prévia (fora de escopo ou sem senha). Exemplo: hospital com R$ 20 milhões/mês de receita tem perda estimada entre R$ 100 mil e R$ 400 mil/mês (R$ 1,2 milhão a R$ 4,8 milhões/ano).

Perdas por Inacurácia no Estoque de Medicamentos

R$ impact on budget from high-consumption medicine discrepancies; 80% reduction in high-divergence errors post-automation[1]

Atraso no Recebimento de Pagamentos de Planos de Pagamento de Pacientes

Up to 40% lost revenue increase opportunity in small/medium hospitals due to inefficient financial modules[1]

Perda de Receita por Erros em Cobrança de Pacientes

Sistemas de gestão podem gerar aumento de receitas em até 40% em hospitais de pequeno e médio porte[1]

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