Perda de faturamento por serviços realizados sem autorização formal ou fora do escopo autorizado
Definition
Durante internações e cirurgias, é comum que médicos solicitem procedimentos adicionais (exames, materiais, OPME, diárias extras) não contemplados explicitamente na autorização prévia original. Em muitos hospitais, não existe um mecanismo automático que exija a extensão ou atualização da autorização antes da execução; o serviço é realizado por necessidade clínica, mas depois é glosado pela operadora por falta de cobertura autorizada. Parte desses itens não é cobrada por falta de controle (serviço não lançado) e outra parte é glosada na auditoria médica do plano. Em auditorias de receita hospitalar, é frequente identificar itens lançados como ‘consumo interno’ ou ‘cortesia’ por não haver autorização, mesmo em casos em que seria possível pleitear extensão. Benchmarks de revenue cycle management em saúde indicam que perdas por subfaturamento, erros de lançamento e falta de autorização podem somar de 1% a 3% da receita bruta hospitalar; é razoável atribuir de 0,5% a 2% especificamente a falhas na gestão do escopo de autorização. Em um hospital com receita anual de R$ 240 milhões, isso representa de R$ 1,2 milhão a R$ 4,8 milhões/ano de receita potencialmente recuperável.
Key Findings
- Financial Impact: Quantified (lógico com base em percentuais de receita): perda de 0,5% a 2% da receita hospitalar por serviços relacionados a falhas de autorização prévia (fora de escopo ou sem senha). Exemplo: hospital com R$ 20 milhões/mês de receita tem perda estimada entre R$ 100 mil e R$ 400 mil/mês (R$ 1,2 milhão a R$ 4,8 milhões/ano).
- Frequency: Constante, especialmente em internações de alta complexidade e longas permanências, onde há alterações frequentes de plano terapêutico.
- Root Cause: Ausência de integração entre o prontuário clínico e o módulo de autorização/faturamento para travar a realização de serviços fora do escopo; falta de alertas em tempo real para necessidade de extensão de autorização; desconhecimento das regras contratuais por parte da equipe assistencial; registros manuais e pouco estruturados de senhas e escopos autorizados; ausência de auditoria concorrente robusta.
Why This Matters
The Pitch: Hospitais no Brasil 🇧🇷 deixam de faturar de 0,5% a 2% da receita por procedimentos e diárias não autorizados ou fora do escopo de autorização prévia. Automação de controle de escopo autorizado versus realizado, com alertas em tempo real, reduz esse vazamento de receita e protege margens.
Affected Stakeholders
Diretor financeiro, Gestor de faturamento e contas médicas, Auditor médico do hospital, Coordenador de enfermagem, Médicos assistentes e cirurgiões
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Financial Impact
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Current Workarounds
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Methodology & Sources
Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.
Related Business Risks
Glosas e atrasos de pagamento por falhas na autorização prévia
Perda de capacidade e cancelamentos por demora na autorização prévia
Retrabalho administrativo e horas extras no processo de autorização prévia
Perdas por Inacurácia no Estoque de Medicamentos
Atraso no Recebimento de Pagamentos de Planos de Pagamento de Pacientes
Perda de Receita por Erros em Cobrança de Pacientes
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