Perda de faturamento por serviços de cuidadores não autorizados formalmente
Definition
A atenção à pessoa idosa no Brasil exige plano de cuidados, definição de responsáveis e registro sistemático das intervenções, tanto em serviços de saúde (SUS) quanto socioassistenciais.[2][4][6] Sempre que a escala de cuidadores (plantões de descanso temporário do cuidador familiar, "respiro" ou repouso do cuidador) é ajustada por telefone/WhatsApp ou de forma manual e não integrada ao sistema de faturamento, ocorrem atendimentos sem espelho de cobrança. Em ILPIs e serviços de acolhimento, a diária ou hora de cuidado autorizada é base para cálculo de mensalidade/coparticipação, mas ajustes emergenciais de cobertura de fins de semana/feriados frequentemente não são atualizados na folha de cobrança, gerando receitas não realizadas. Em serviços que recebem repasses públicos por produção (SUS ou convênios), ausência de registro formal na agenda/prontuário impede o lançamento no sistema de informação, reduzindo o valor faturado. Em modelo típico de 50–80 residentes com diária média de R$130–R$200, a perda de 1–2 diárias por residente/ano não registradas representa 2–5% da receita bruta.
Key Findings
- Financial Impact: Quantified (lógica): perda recorrente de aproximadamente 2–5% da receita anual; em uma ILPI com R$3.000.000/ano de faturamento, isso equivale a R$60.000–R$150.000/ano em serviços de cuidado prestados mas não faturados.
- Frequency: Contínua; ligada a cada troca/ajuste de escala de cuidadores, especialmente em fins de semana, plantões noturnos e coberturas emergenciais.
- Root Cause: Integração fraca entre agendamento/reserva de vaga de curta permanência, autorização de plantão de cuidador e módulo financeiro; uso de planilhas e mensagens informais; ausência de conferência sistemática entre escala realizada e faturamento.
Why This Matters
The Pitch: Prestadores de serviços para idosos e pessoas com deficiência no Brasil 🇧🇷 desperdiçam facilmente 2–5% do faturamento anual em horas de cuidado não lançadas ou mal registradas. Automação do agendamento, autorização e registro de presença de cuidadores elimina essa perda recorrente.
Affected Stakeholders
Gestores de ILPI, Coordenadores de serviços domiciliares, Responsáveis técnicos de enfermagem, Equipe administrativa/financeira, Cuidadores formais e técnicos de enfermagem
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Financial Impact
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Methodology & Sources
Data collected via OSINT from regulatory filings, industry audits, and verified case studies.
Evidence Sources:
- https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_cuidados_pessoa_idosa.pdf
- https://saudedapessoaidosa.fiocruz.br/sites/saudedapessoaidosa.fiocruz.br/files/u42/boas_praticas_na_gestao_de_saude_da_pessoa_idosa_final.pdf
- https://revistaft.com.br/modalidades-de-atendimento-ao-idoso-e-a-fragilidade-de-vinculos-afetivos-na-familia-contemporanea/
Related Business Risks
Estouro de custos com horas extras de cuidadores por falhas de agendamento
Atraso no recebimento por falta de comprovação formal dos períodos de cuidado
Risco de sanções a ILPIs e serviços de acolhimento por falta de registros formais do cuidado prestado
Subutilização de leitos e vagas de curta permanência por falta de gestão de agenda
Atraso no recebimento por glosas ligadas a divergências entre plano terapêutico e cobrança
Retrabalho e horas extras na revisão manual de planos de cuidado individual
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